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Canadá quer renovar acordo de livre comércio com EUA e México por 16 anos

ARQUIVO - Bandeiras nacionais dos Estados Unidos, Canadá e México ondulam ao vento em Nova Orleães, onde líderes do NAFTA se reuniram em abril
ARQUIVO - Bandeiras dos Estados Unidos, Canadá e México ondulam em Nova Orleães, onde líderes do NAFTA se reuniram em abril Direitos de autor  Judi Bottoni/AP2008
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De Jerry Fisayo-Bambi com AP
Publicado a Últimas notícias
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"O acordo é altamente benéfico para cada um dos nossos países e para a economia integrada da América do Norte", refere uma carta com a recomendação do Canadá, enviada aos representantes comerciais dos EUA e do México.

Canadá apela aos Estados Unidos e ao México para renovarem o acordo de comércio livre entre os três países por mais 16 anos, numa altura em que o presidente norte-americano, Donald Trump, volta a falar na possibilidade de o Canadá se tornar o 51.º estado

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Segundo uma carta com a recomendação do Canadá, enviada na terça-feira ao representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, e ao ministro da Economia do México, Marcelo Ebrard, “o acordo é altamente benéfico para cada um dos nossos países e para a economia norte-americana integrada”.

Dominic LeBlanc, ministro canadiano responsável pelo comércio com os Estados Unidos, disse que o Canadá recebeu igualmente cartas de Greer e de Ebrard. Ebrard afirmou na terça-feira que o México também gostaria que o acordo fosse prolongado por 16 anos.

As cartas surgem antes da revisão do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA), prevista para julho, a versão mais recente de um pacto de comércio livre norte-americano que, desde o início da década de 1990, interliga as economias dos Estados Unidos, do México e do Canadá. O acordo pode ficar sujeito a revisões anuais ou ser renovado por 16 anos.

Na terça-feira, LeBlanc e a principal negociadora comercial do Canadá, Janice Charette, reuniram-se com Greer em Washington. Segundo LeBlanc, apresentou várias propostas a Greer para responder a algumas das preocupações que os Estados Unidos têm há algum tempo em relação ao Canadá.

“No dia 1 de julho, como o embaixador Greer já disse publicamente, se não houver consenso entre as três partes para prolongar por 16 anos, o acordo mantém-se em vigor por mais 10 anos e passa a haver uma série de revisões anuais”, afirmou LeBlanc.

LeBlanc já tinha dito anteriormente acreditar que Washington poderá querer sujeitar o acordo comercial a revisões anuais e que a administração Trump poderá procurar criar incerteza sobre a sua continuidade.

Estados Unidos: Trump volta a falar do Canadá como 51.º estado

Na segunda-feira, Trump publicou “51.º estado!” nas redes sociais, com uma ligação a um artigo noticioso que referia que o Canadá está a entrar em recessão técnica. A publicação foi mais tarde partilhada pelo embaixador dos Estados Unidos no Canadá, Pete Hoekstra.

Deputados canadianos, que fazem questão de defender a soberania do país, têm reagido muitas vezes de forma negativa às declarações de Trump sobre este tema.

O primeiro-ministro da província de Ontário, Doug Ford, deixou na terça-feira uma resposta irritada: “Não consigo acreditar que tenho de dizer isto outra vez, mas o Canadá nunca será o 51.º estado. O Canadá não está à venda.”

Questionado na terça-feira sobre se o embaixador Hoekstra deveria abandonar o país, o primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, respondeu que não.

“É uma administração com a qual temos de trabalhar. É a nossa maior relação comercial. É a nossa principal relação em matéria de segurança... aceitamos a administração como ela é”, disse Carney, acrescentando que Trump publica muito nas redes sociais. “Não vamos responder, nem reagir, a tudo o que ele publicar.”

Carney reconheceu antes alguma fragilidade na economia do país, ao entrar para uma reunião do Conselho de Ministros na terça-feira.

De acordo com Carney, os Estados Unidos têm cerca de 30 diferendos comerciais com o Canadá, contra quase 60 com o México.

Washington pode retirar-se do acordo com um pré-aviso de seis meses.

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