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Ai Weiwei e Anish Kapoor envergam cobertores para lembrar refugiados

Ai Weiwei e Anish Kapoor envergam cobertores para lembrar refugiados
De  Euronews

Uma grande exposição das obras de Ai Weiwei abriu portas em Londres.

O público pode ver algumas dos trabalhos mais importantes do artista dissidente que tem denunciado a corrupção e a violação dos direitos humanos na China

O choque entre a cultura chinesa e o consumismo ocidental é uma das grandes temáticas que percorrem a obra de Ai Weiwei.

“Não quero fazer uma ligação simplista pelo facto de o pai dele ser um grande poeta mas há uma sensibilidade poética na obra do Ai Weiwei. A forma como ele trabalha a matéria como se se tratasse de uma transformação poética”, disse Tim Marlow, diretor artístico da Academia Real das Artes.

A liberdade e o espírito crítico de ai WeiWei valeram-lhe várias represálias da parte das autoridades chinesas. O artista esteve preso e fico sem passaporte durante mais de quatro anos. Desta vez, pode estar presente na inauguração em Londres.

“O que torna a exposição mais forte e comovente é o facto de ele poder viajar para vê-la. É a primeira vez que ele está presente, entre a centena de exposições que ele fez nos últimos cinco anos.”

Em Londres, Ai Weiwei cruzou-se com outro grande nome das artes plásticas contemporâneas Anish Kapoor.
Os dois artistas envergaram um cobertor para lembrar a necessidade de ajudar os refugiados.

“Queremos que as pessoas tomem consciência da situação e se tornem mais criativas e mais positivas e os artistas também têm de desempenhar o seu papel. Os refugiados e as migrações fazem parte da história humana desde o início”, frisou o artista chinês.

“Podemos dizer que de certo modo os artistas são refugiados. Estamos sempre na margem. Temos tendência a olhar para o que passa fora das situações habituais. Penso que é importante ser ativo, generoso e abrir as portas do nosso mundo aos menos fortunados”, disse o escultor britânico de origem indiana.

A exposição das obras de Ai Weiwei pode ser visitada até 13 de dezembro na Academia Real das Artes em Londres.