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Publicado inédito de Louis-Ferdinand Céline

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6.000 folhas que reapareceram no último verão, após a morte da viúva do escritor, Lucette
6.000 folhas que reapareceram no último verão, após a morte da viúva do escritor, Lucette   -   Direitos de autor  AFP
De  euronews

É um acontecimento raro no mundo da literatura: a publicação de uma obra inédita de um dos maiores escritores franceses do século XX, Louis-Ferdinand Céline.

Esta semana, a editora gaulesa Gallimard publica "Guerre" e, ao mesmo, tempo expõe uma parte das 6.000 folhas que reapareceram no último verão, após a morte da viúva do escritor, Lucette.

O historiador Pascal Fouché, que trabalhou no romance "Guerre" a partir dos manuscritos, explica que "esta exposição mostra parte do que foi encontrado e, em particular, os manuscritos não publicados que serão publicados pela Gallimard. Isto nunca tinha acontecido antes. Havia as 75 folhas de (Marcel) Proust, que foram encontradas há alguns anos. E aqui estão alguns milhares de páginas de Céline".

O controverso autor de "Viagem ao Fim da Noite" é admirado tanto pelo seu estilo excecional como é odiado pelo seu antissemitismo durante a Segunda Guerra Mundial.

No entanto, Céline não deixa de ser um dos maiores escritores europeus do século passado.

"Pode sentir-se que é escrito muito rapidamente. Ao escrever, ele deixa lacunas, há repetições, há enganos que ele teria necessariamente corrigido ao reler. Há pouca ou nenhuma pontuação. Não há parágrafos e sente-se que está escrito... Tinha de sair. "O primeiro rascunho é feito para contar a história. Depois disso, polimo-lo e tornamo-lo publicável", afirma Fouché.

A editora Gallimard referiu, ainda, que foram encontrados mais manuscritos e que serão publicados em breve. Servirão para compreender melhor a complexidade da escrita de Louis-Ferdinand Céline.