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"Senti-me pressionada a fazê-lo": Julio Iglesias, acusado de agressão sexual por duas ex-empregadas

O cantor espanhol Julio Iglesias sorri durante a cerimónia de inauguração da sua estrela no Passeio da Fama em San Juan, Porto Rico, a 29 de setembro de 2016.
O cantor espanhol Julio Iglesias sorri durante a cerimónia de inauguração da sua estrela no Passeio da Fama em San Juan, Porto Rico, a 29 de setembro de 2016. Direitos de autor  Copyright 2016 The Associated Press. All rights reserved.
Direitos de autor Copyright 2016 The Associated Press. All rights reserved.
De Rafael Salido
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O cantor espanhol, de acordo com uma investigação jornalística do 'elDiario.es' e da 'Univisión', está a ser acusado por uma empregada doméstica e uma fisioterapeuta, que descrevem um ambiente de assédio nas suas mansões na República Dominicana e nas Bahamas.

Duas mulheres que dizem ter trabalhado para Julio Iglesias em 2021 afirmam que o popular artista as agrediu sexualmente enquanto trabalhavam nas suas residências na República Dominicana e nas Bahamas, de acordo com uma reportagem do 'elDiario.es', em colaboração com a 'Univisión Noticias'.

Segundo as alegadas vítimas, Iglesias exercia um controlo absoluto e cometia abusos de poder, com comportamentos que descrevem como agressões sexuais e humilhações constantes. A situação remonta ao período em que ambas foram contratadas pelo cantor, na altura com 77 anos de idade, uma como empregada doméstica e a outra como fisioterapeuta.

Os comportamentos relatados pelas duas mulheres, identificadas na reportagem com os nomes fictícios de Rebeca e Laura, terão ocorrido nas mansões que o artista possui em Punta Cana (República Dominicana) e Lyford Cay (Bahamas).

A investigação jornalística, que terá decorrido ao longo de três anos e se baseou em testemunhos e documentos adicionais, revela que uma das ex-funcionárias afirma ter sido forçada a ter encontros sexuais com o artista espanhol - que não é o primeiro a ser alvo deste tipo de acusações - em que ele a esbofeteou e penetrou de forma não consentida.

"Não tive a opção de dizer não", lamenta, ao jornal, Rebeca, que trabalhou como empregada de limpeza nas duas casas quando tinha 22 anos. "Nem sequer pensei na altura que podia perder o emprego, senti que me estavam a empurrar para fazer aquilo sem dizer que não. Era isso que eles estavam a tentar fazer, como uma submissão, como se eu tivesse de fazer aquilo. Ele era sempre assim".

Laura, a fisioterapeuta, também descreve outros tipos de toques e humilhações ao longo do dia. E sempre que os encontros sexuais aconteciam, segundo o relato de ambas, estava presente outro empregado de Iglesias, de categoria superior.

Uma mulher que trabalhou como supervisora de Julio Iglesias, com quem uma das acusadoras afirma ter tido relações sexuais, juntamente com o cantor, descreveu as alegações como "tretas" e disse que apenas sentiu "gratidão, admiração e respeito" pelo artista, que descreveu como "humilde, generoso, um grande cavalheiro e muito respeitador de todas as mulheres".

Por seu lado, Laura está satisfeita porque, segundo ela, soube dizer não e "até certo ponto" Iglesias respeitou a sua posição. "Mas havia raparigas que não conseguiam dizer não. E ele fazia o que queria com elas. E ele fez o que quis com elas", conclui.

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