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Novo relatório de peritos forenses indica que Kurt Cobain pode ter sido assassinado

Novo relatório de peritos forenses afirma que Kurt Cobain pode ter sido assassinado
Novo relatório de peritos forenses afirma que Kurt Cobain pode ter sido assassinado Direitos de autor  AP Photo
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De David Mouriquand
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A morte prematura do vocalista dos Nirvana, Kurt Cobain, está novamente nas manchetes. Quase 30 anos após o óbito, um novo relatório forense sugere que a morte da estrela de rock pode ter sido um homicídio encenado como suicídio.

Aviso: este artigo contém referências a suicídio, consumo de drogas e descrições de locais de crime.

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Quando Kurt Cobain, vocalista dos Nirvana e lenda do grunge, morreu, no dia 5 de abril de 1997, aos 27 anos, o mundo da música lamentou o óbito de um adorado astro do rock e ícone da Geração X.

O seu corpo foi encontrado no seu apartamento em Seattle e a causa da morte foi considerada um ferimento autoinfligido com uma espingarda no rosto, já que Cobain batalhava contra o consumo excessivo de drogas e a depressão há anos.

Houve especulações persistentes de que Cobain teria sido assassinado — com teorias da conspiração a citarem a sua alegadamente adulterada carta de suicídio e suspeitas crescentes em torno de seu casamento tumultuoso com a estrela de rock Courtney Love. Um documentário de 1998, de Nick Broomfield, intitulado Kurt & Courtney, abordou essas teorias, investigando a trágica morte e alegando que a hipótese de assassinato não poderia ser descartada.

Agora, quase três décadas após a trágica morte de Cobain, uma nova investigação independente está a reacender o debate sobre o que realmente aconteceu, contestando a conclusão de que se terá tratado de suicídio e citando evidências de overdose forçada de heroína e, além disso, como o suicídio poderia ser um homicídio encenado.

A equipa forense apresentou um artigo revisto por pares com provas que revelam que Cobain pode ter sido confrontado por um ou mais agressores, forçado a consumir uma dose excessiva de heroína para "incapacitá-lo" e, depois, baleado na cabeça. Afirmam também que a caçadeira encontrada nas suas mãos terá sido colocada nos seus braços.

A investigadora independente Michelle Wilkins, que trabalhou com a equipa, disse ao jornal britânico Daily Mail que o especialista forense Brian Burnett analisou as provas do local do crime e a autópsia e concluiu que a morte de Cobain foi um homicídio.

"Há coisas na autópsia que levam a pensar: bem, espera, esta pessoa não morreu muito rapidamente devido a um tiro", disse Wilkins. "Ele está a morrer devido a uma overdose e mal consegue respirar, o seu sangue não está a circular muito [...]. Quer dizer, ele está em coma e está a segurar isto para conseguir chegar ao gatilho e metê-lo na boca. É uma loucura".

Apontou ainda para a existência de danos nos órgãos associados à privação de oxigénio. "A necrose do cérebro e do fígado acontece numa overdose. Não acontece numa morte por arma de fogo."

As conclusões da equipa destacam outras discrepâncias importantes na autópsia original e nos materiais no local do crime, incluindo a área "estranhamente limpa" à volta do corpo de Cobain e o facto de a mão de Cobain - que foi encontrada a segurar o cano da espingarda - não ter salpicos de sangue.

"Se alguma vez vir fotos de suicídios com espingardas, elas são brutais. Não há nenhum universo em que aquela mão não esteja coberta de sangue", afirmou Wilkins. "Os suicídios são uma confusão, e este local estava muito limpo."

A equipa também destacou o kit de heroína de Cobain, que foi encontrado cuidadosamente arrumado. Wilkins questionou a plausibilidade de alguém com dez vezes o limite letal de heroína no organismo arrumar cuidadosamente o seu equipamento antes de se matar.

"É suposto acreditarmos que ele tapou as agulhas e arrumou tudo de novo depois de se ter injetado três vezes, porque é isso que alguém faz quando está a morrer", revelou à Newsweek.

"Para mim, parece que alguém encenou um filme e queria que tivéssemos a certeza absoluta de que se tratava de um suicídio."

A equipa de investigadores pediu a reabertura da investigação, mas, apesar das novas alegações, o Instituto Médico Legal do Condado de King e o Departamento de Polícia de Seattle afirmaram que o caso permanecerá encerrado.

"O nosso detetive concluiu que ele morreu por suicídio, e esta continua a ser a posição deste departamento", disse um porta-voz do Departamento de Polícia de Seattle ao Daily Mail.

"O nosso gabinete está sempre aberto a rever as suas conclusões se novas provas vierem à tona", referiu um porta-voz do departamento de Saúde Pública do Condado de King à Newsweek. "Mas, até à data, não vimos nada que justifique a reabertura deste caso e a nossa determinação anterior da causa da morte."

"Se estivermos errados, comprovem-no", disse Wilkins. "É tudo o que lhes pedimos para fazer."

Em fevereiro de 2026, a morte de Kurt Cobain continua a ser classificada como suicídio.

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