Saiu um novo trailer de longa-metragem de «The Odyssey», o 13.º filme de Christopher Nolan e o primeiro desde o oscarizado «Oppenheimer». Parece muito promissor e envolto em escuridão. Literalmente.
Entre Disclosure Day, de Steven Spielberg, Toy Story 5, da Pixar, e Spider-Man: Brand New Day, da Marvel, a época de superproduções de verão de 2026 promete ser concorrida.
Mas todos esses títulos vão medir forças com The Odyssey, de Christopher Nolan. E quem julgava que o realizador ia abrandar a escala depois do oscarizado Oppenheimer, desengane-se.
Desta vez foi mais longe, ao adaptar o poema épico grego da Antiguidade de Homero, com um elenco recheado de estrelas que inclui Matt Damon, Tom Holland, Anne Hathaway, Zendaya, Lupita Nyong'o, Robert Pattinson, Charlize Theron... A lista continua, por isso ficamos por aqui.
Desculpem, Jon Bernthal, Mia Goth e o cavalo de madeira. Não vos esquecemos.
Ah, e para que não nos esqueçamos, como se não bastasse ser já um dos filmes mais aguardados de 2026: The Odyssey é o primeiro filme rodado integralmente com câmaras IMAX e é também o maior orçamento de Nolan até à data, com um valor estimado em 250 milhões de dólares.
Entretanto, o mais recente trailer foi divulgado online, mostrando um Matt Damon de espessa barba como Ulisses, o rei de Ítaca que empreende a longa (e traiçoeira) viagem de regresso a casa após a vitória na Guerra de Troia.
Vêm-se imagens de Theron como Calipso, Hathaway como Penélope e Pattinson como o maquinador Antínoo, que troça do filho de Ulisses, Telémaco (Holland).
Do ponto de vista estético, o trailer é bastante sombrio (esperemos que o filme final não seja tão escuro), mas oferece um primeiro vislumbre do Ciclope, bem como, ao minuto 2, do cachorro mais fofinho que se possa imaginar.
Veja-o abaixo:
Numa nova entrevista no programa The Late Show, de Stephen Colbert, Nolan referiu que os épicos homéricos inspiraram muitas superproduções modernas, em especial as narrativas contemporâneas de banda desenhada.
«Mesmo a cultura da banda desenhada, seja da Marvel, da DC ou do resto, bebe em grande medida diretamente dos épicos homéricos», afirmou. «A questão em relação a Homero é que era a Marvel da sua época, é isso, e por isso penso que existe, de forma muito direta, esse desejo de sentirmos ou acreditarmos que os deuses podem caminhar entre nós, e a banda desenhada moderna é, de certa forma, a nossa expressão disso.»
Acrescentou: «Outra particularidade de Homero é que ninguém sabe se foi uma pessoa; não se sabe. Homero é, de certa maneira, uma espécie de George Lucas do seu tempo. Ninguém sabe verdadeiramente quem foi esta pessoa ou se foram várias pessoas.»
The Odyssey estreia em salas de cinema de todo o mundo a 17 de julho, no mesmo dia que Spider-Man: Brand New Day, da Marvel, também com Tom Holland. Alguém preparado para uma sessão dupla “Brand New Odyssey”? Uma “Hollandyssey”?