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Stress dos pais pode ser determinante na obesidade infantil, indica estudo

Apoiar os pais na gestão do stress pode reduzir o risco de obesidade nas crianças pequenas.
Ajudar os pais a gerir o stress pode reduzir o risco de obesidade nas crianças pequenas. Direitos de autor  Cleared/Canva
Direitos de autor Cleared/Canva
De Marta Iraola Iribarren
Publicado a Últimas notícias
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Gerir o stress dos pais reduz de forma significativa o risco de obesidade nas crianças mais novas, indica um estudo científico recente.

Ajudar os pais a gerir melhor o stress pode reduzir o risco de obesidade em crianças pequenas, conclui um novo estudo.

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Quando os pais se sentem sobrecarregados, as rotinas familiares podem desorganizar-se, aumentam as escolhas alimentares pouco saudáveis e diminuem os comportamentos parentais positivos.

Investigadores da Universidade de Yale concluíram que intervir ao nível do stress parental, associado a uma alimentação saudável, é eficaz para prevenir a obesidade precoce e melhorar as práticas parentais positivas e a ingestão de alimentos saudáveis pelas crianças.

“Já sabíamos que o stress pode ser um grande contributo para o desenvolvimento da obesidade infantil. A surpresa foi que, quando os pais lidavam melhor com o stress, a forma como educavam melhorava e o risco de obesidade nos filhos mais novos diminuía”, afirmou Rajita Sinha, responsável pela equipa de investigação.

Como foi feito o estudo

Os investigadores realizaram um ensaio randomizado de 12 semanas com 114 pais de diferentes origens étnicas e socioeconómicas. Todos os pais tinham excesso de peso ou eram obesos e tinham filhos entre os dois e os cinco anos.

Os pais foram divididos em dois grupos. O primeiro recebeu uma intervenção de gestão do stress, denominada Parenting Mindfully for Health (PMH), centrada em técnicas de mindfulness e de autorregulação comportamental, combinadas com aconselhamento sobre alimentação saudável e atividade física.

O segundo grupo recebeu uma intervenção de controlo, apenas com aconselhamento sobre alimentação saudável e atividade física. Ambos os grupos se reuniam até duas horas por semana.

Os níveis de stress dos pais e o peso das crianças foram monitorizados ao longo das 12 semanas.

Os pais no grupo PMH relataram menos stress e mostraram melhorias nas práticas parentais positivas. Os seus filhos consumiram menos alimentos pouco saudáveis e não registaram aumento de peso após o estudo.

No outro grupo, o cenário foi diferente. Os pais não apresentaram melhorias semelhantes e os seus filhos registaram aumentos significativos de peso; tinham uma probabilidade seis vezes superior de ser classificados com excesso de peso ou obesidade.

Problema global em expansão

A obesidade infantil continua a aumentar em todo o mundo. De acordo com o Atlas Mundial da Obesidade, o número de crianças com excesso de peso deverá atingir 228 milhões até 2040, ultrapassando pela primeira vez o número de crianças com baixo peso a nível global.

O excesso de peso na infância não só aumenta o risco de doenças crónicas mais tarde na vida, como também representa perigos logo nos primeiros anos, quando um desenvolvimento saudável é crucial.

“Quando as pessoas começam a subir na escala de peso, aumenta o risco de doenças associadas à obesidade, mesmo em crianças”, acrescentou Sinha.

Os Estados-membros da Organização Mundial da Saúde definiram as Metas Globais de Nutrição (fonte em inglês) para melhorar a alimentação de mães, bebés e crianças pequenas entre 2025 e 2030, com o objetivo de reduzir em cinco por cento o excesso de peso nos próximos cinco anos.

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