Itália, Espanha, Roménia e Macedónia do Norte constam também do mapa de transmissão do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC)
O período de transmissão do vírus do Nilo Ocidental decorre em várias regiões da Europa, com a Grécia entre os países onde já foram registados casos humanos. Segundo os dados mais recentes do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) (fonte em grego), até meados de julho tinham sido notificados casos de transmissão local na Grécia, Itália, Espanha, Roménia e Macedónia do Norte, enquanto novas zonas vão sendo continuamente acrescentadas ao mapa europeu de vigilância.
Na Grécia, o EODY (fonte em grego), Organização Nacional de Saúde Pública**_,_** anunciou que, desde o início da época de vigilância de 2026 até 22 de julho, foram diagnosticados 21 casos autóctones de infeção por vírus do Nilo Ocidental.
Destes, 20 doentes apresentaram manifestações do sistema nervoso central, como encefalite, meningite ou paralisia flácida aguda, enquanto um caso teve sintomas ligeiros. Até ao momento não foi registado qualquer óbito e 13 doentes permanecem internados.
Na última semana foram declarados 14 novos casos autóctones. Em paralelo, foi identificado mais um caso, com historial de deslocações complexo, incluindo estadia num país endémico no estrangeiro, para o qual ainda não foi possível determinar o provável país de exposição e que não é incluído na análise epidemiológica do EODY.
Situação no resto da Europa
De acordo com os dados enviados ao ECDC até 15 de julho de 2026, tinham sido registados, no total, 33 casos de transmissão local do vírus do Nilo Ocidental em cinco países da Europa e da sua vizinhança imediata.
A Itália apresentava a maior dispersão, com 20 casos em 16 regiões. A maioria tinha sido registada em Novara, com três casos, e em Cremona e Verona, com dois em cada uma. Casos foram ainda notificados, entre outras localidades, em Milão, Florença, Nápoles, Pádua, Módena e Ferrara.
Na Macedónia do Norte tinham sido registados dois casos, nas regiões de Escópia e Vardar. Dois casos tinham igualmente sido notificados na Roménia, nas regiões de Argeș e Suceava, e dois em Espanha, em Alicante e Sevilha.
O mapa do ECDC assinala as zonas onde já tinham sido registados casos, bem como as que foram classificadas como afetadas pela primeira vez na última semana de referência. Em Itália, 11 das 16 zonas afetadas tinham sido adicionadas nessa semana, o que evidencia a rápida expansão geográfica da circulação do vírus.
Grécia: maioria das infeções na Ática
O grosso dos casos concentra-se na Ática.
Foram registados casos nos seguintes municípios: Spata-Artemida (6), Markopoulo Mesogaia (2), Pallini (2), Agia Paraskevi (2), Vari-Voula-Vouliagmeni (1), Kropia (1), Lavreotiki (1), Nea Ionia (1), Chalandri (1), Atenas (6.ª Comunidade Municipal) (1) e Glyfada (1).
Fora da Ática, foi registado um caso na unidade regional de Larissa e outro no município de Palamas.
Embora ainda não tenham sido registados casos humanos, o EODY classificou como zonas de alto risco os municípios de Peania, Rafina-Pikermi, Amarousiou, Iraklio Ática e Filothei-Psychiko.
A decisão baseou-se em dados epidemiológicos e geomorfológicos, bem como na proximidade de zonas onde o vírus já circula.
O EODY sublinha que a ocorrência quase anual de casos desde 2010 mostra que o vírus do Nilo Ocidental se estabeleceu na Grécia, tal como acontece em vários outros países europeus.
O ECDC passou a publicar atualizações semanais durante o verão, uma vez que a transmissão do vírus é influenciada pelas condições meteorológicas, pela abundância de mosquitos e pelos movimentos de aves selvagens, que constituem o reservatório natural do vírus.
As autoridades de saúde recomendam a adoção de medidas de proteção individual contra os mosquitos em todo o país, já que não é possível prever com certeza que zonas serão afetadas ao longo da presente época de transmissão.