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Mais de 2000 mil mortes por Ébola na República Democrática do Congo, segundo autoridades

Profissional de saúde com equipamento de proteção observa centro de tratamento do Ébola em Bunia, 10 de agosto de 2026
Profissional de saúde em equipamento de proteção observa centro de tratamento do Ébola em Bunia, 10 de agosto de 2026 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Gavin Blackburn
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O surto de Ébola, que atingiu as regiões oriental e nordeste da República Democrática do Congo marcadas pelo conflito, foi declarado a 15 de maio, mas acredita-se que já se estava a propagar há várias semanas.

Um surto de Ébola na República Democrática do Congo (RDC) já causou 2 011 mortos em 4 381 casos confirmados do vírus, informaram na terça-feira as autoridades congolesas.

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Este novo balanço aproxima-se do surto de Ébola mais mortífero na RDC, entre 2018 e 2020, quando morreram quase 2 300 pessoas em 3 500 casos registados.

O surto de Ébola, que atingiu as regiões oriental e nordeste da RDC, marcadas pelo conflito, foi declarado a 15 de maio, mas pensa-se que já se estava a propagar havia várias semanas.

É o 17.º surto da doença altamente contagiosa no país e já é considerado o maior na história da RDC “e pode mesmo tornar-se o maior surto de sempre”, afirmou Sania Nishtar, diretora executiva da aliança global de vacinas Gavi.

As autoridades de saúde congolesas estimam a taxa de letalidade do surto atual em 45,9 %.

Os trabalhadores humanitários dizem que o surto continua a avançar mais depressa do que a resposta, que tem vindo a ser reforçada nas cinco províncias orientais afetadas.

Profissionais de saúde conversam no Centro Médico Evangélico de Bunia, 3 de julho de 2026
Profissionais de saúde conversam no Centro Médico Evangélico de Bunia, 3 de julho de 2026 AP Photo/Dirole Lotsima Dieudonne

Muitos profissionais de saúde entraram em greve para protestar contra a falta de pagamento pelo trabalho realizado desde que o surto foi declarado.

Na sexta-feira, peritos em vacinas da Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendaram a realização de um ensaio clínico em grande escala com a única vacina contra o Ébola atualmente aprovada, para avaliar se oferece proteção cruzada contra a estirpe de Ébola que se propaga na RDC e para a qual ainda não existe vacina específica.

A vacina Ervebo demonstrou ser segura e eficaz contra a estirpe Zaire, a mais comum do vírus Ébola, e os especialistas da OMS referiram que dados preliminares, nomeadamente de ensaios em animais, indicam que poderá também conferir alguma proteção contra a rara estirpe Bundibugyo, que está a expandir-se rapidamente na RDC.

Duas potenciais vacinas contra a estirpe Bundibugyo encontram-se nas fases iniciais de ensaios clínicos em humanos, enquanto uma terceira está a ser desenvolvida para chegar a essa etapa.

O diretor regional da OMS para África, Mohamed Yakub Janabi, disse numa conferência de imprensa que as autoridades estão “a perseguir o vírus, o vírus está à nossa frente”.

O Ébola transmite-se por contacto com fluidos corporais e provoca febre hemorrágica.

O primeiro vírus Ébola foi identificado em 1976 perto do rio Ebola, no que é hoje o Congo.

Outras fontes • AP, AFP

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