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UE dividida na diretiva sobre trabalhadores destacados

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De  Isabel Marques da Silva  com EFE
UE dividida na diretiva sobre trabalhadores destacados

A construção civil é o principal setor a usar trabalhadores destacados, empregando 25% dos dois milhões de cidadãos da União Europeia (UE) que ganham a vida num Estado-membro que não é o seu.

O problema é que os destacados são pagos pelo país de origem e recebem salários mais baixos que os trabalhadores locais, abrindo uma frente de batalha no interior da UE sobre concorrência desleal.

“Eles trabalham pela metade do nosso salário e isso custa menos ao patrão. Os patrões livram-se dos trabalhadores belgas, que pagam os impostos neste país, e que acabam por ficar desempregados”, disse Rudy Bastiaens, sindicalista belga do ABVV.

A Bélgica é um dos países que mais recebe estes trabalhadores, bem como a França, Holanda e Alemanha, e querem apertar as regras, incluindo na diminuição do período do contrato.

Do outro lado da batalha estão os países de leste, exportadores desta mão-de-obra, tais com a Polónia e a Roménia, que preferem maior liberdade e flexibilidade de circulação de trabalhadores.

Os ministros do Emprego da UE tentam encontrar uma solução, reunidos, segunda-feira, no Luxemburgo.