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Brexit, ameaça russa e comércio na agenda da cimeira da UE

Brexit, ameaça russa e comércio na agenda da cimeira da UE
Direitos de autor REUTERS/Wolfgang Rattay
Direitos de autor REUTERS/Wolfgang Rattay
De  Isabel Marques da Silva com Lusa
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Reeleito há poucos dias, o Presidente da Rússia é uma espécie de convidado invisível da cimeira da União Europeia, quinta-feira, em Bruxelas. Os líderes deverão subscrever uma declaração de condenação do envenenamento de um ex-espião russo e da filha. Brexit e comércio estão, também, na agenda.

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Reeleito há poucos dias, o Presidente da Rússia é uma espécie de convidado invisível da cimeira da União Europeia, quinta-feira, em Bruxelas.

Os líderes deverão subscrever uma declaração de condenação do envenenamento de um ex-espião russo e da filha, no Reino Unido, que o governo de Londres atribui à Rússia.

"Está claro que a ameaça russa não respeita fronteiras. O incidente em Salisbury faz parte de um padrão de agressão russa contra a Europa e países vizinhos desde os Balcãs Ocidentais até ao Médio Oriente", disse a primeira-ministra britânica, Theresa May, A, à chegada para a cimeira.

O caso é visto como muito grave porque é a primeira utilização de armas químicas em território da União desde a Segunda Guerra Mundial.

"Já expressei minha solidariedade a Theresa May e prometi-lhe o nosso apoio. É importante que o Reino Unido já tenha facultado todas as informações às autoridades competentes sobre uso de armas químicas, onde tudo será analisado", afirmou a chanceler da Alemanha, Angela Merkel.

Na agenda está, também, o Brexit, com os líderes a apreciarem o acordo sobre as condições de saída do Reino Unido da União Europeia e o período de transição que se segue.

"Estamos a ir na direção certa. As diretrizes são boas e acho que a posição do Reino Unido está a ficar mais compreensível para nós", disse Xavier Bettel, primeiro-ministro do Luxemburgo.

Os líderes debatem, ainda, a reforma da zona euro e a estratégia europeia para defender o conceito de livre comércio face a tendências protecionistas, como a dos Estados Unidos. 

À chegada, o primeiro-ministro, António Costa, destacou a confirmação, pelos seus homólogos da União Europeia (UE), da saída de Portugal da lista de países com desequilíbrios macroeconómicos excessivos como o "momento mais importante" da agenda de sexta-feira.

O primeiro-ministro antecipou "uma discussão franca e aberta sobre aquilo que deve ser o futuro da capacidade orçamental, que permita financiar o esforço de investimento que é necessário fazer para reforçar a convergência das economias da zona euro, que é o melhor garante de estabilidade para prevenir os riscos de futuras crises".

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