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Ataque na Síria desafia determinação dos poderes ocidentais

Ataque na Síria desafia determinação dos poderes ocidentais
Direitos de autor REUTERS/Bassam Khabieh/File Photo
Direitos de autor REUTERS/Bassam Khabieh/File Photo
De  Isabel Marques da SilvaBryan Carter
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As mais recentes acusações de ataque químico na Síria, por parte do exército de Damasco, poderão levar a uma retaliação dos poderes ocidentais. A euronews falou com um cientista, um eurodeputado e um ativista sírio sobre a possível validade de uma resposta dos poderes ocidentais.

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A mais recente acusação de ataque químico na Síria, por parte do exército de Damasco, poderá levar a uma retaliação dos poderes ocidentais, mas Alastair Hay, professor de Toxicologia Ambiental na Universidade de Leeds (Reino Unido), alertou para "a necessidade de provas obtidas no terreno, porque é muito difícil tirar conclusões com base nas imagens".

"As imagens dão-nos uma primeira impressão, mas para ter provas convincentes é preciso ir ao terreno entrevistar as vítimas, obter fotografias de eventuais danos na vegetação, testemunhos sobre o cheiro do agente químico, sobre os sintomas que provocou nas pessoas. Também é preciso falar com os médicos", disse, à euronews, o especialista britânico.

Evitar que estes episódios se repitam exige o envolvimento dos aliados do regime sírio, segundo o presidente da Comissão de Negócios Estrangeiros do Parlamento Europeu.

"Após o anterior ataque vergonhoso com armas químicas na Síria houve uma resposta militar por parte dos Estados Unidos, mas vemos que, mais uma vez, o regime de Assad recorreu a armas químicas", afirmou David McAllister.

"Penso que temos de usar todos os meios políticos e diplomáticos para aumentar a pressão sobre o regime de Damasco e acabar com esses ataques. Este é um comportamento bárbaro e ultrajante, que não deve ser enfrentado apenas pela União Europeia, os Estados Unidos e outros países ocidentais, mas também pela Rússia e pelo Irão", concluiu o eurodeputado alemão de centro-direita.

Mohamad Blakah está refugiado na Bélgica desde 2015, mas mantém um contacto próximo com amigos e familiares que estão no país em guerra. O investigador sírio dúvida do compromisso da comunidade internacional para travar Assad, questionando se "será que querem fazer algo de fachada para dizer ao mundo que não aceitam estas coisas e poderem, asism, salvar a face?"

"Não querem passar pela vergonha de não fazer nada ou querem realmente punir Assad? Essa é a questão. Não penso que queiram punir Assad porque, se fosse o caso, já o teriam feito há muito tempo, há muitos anos", afirmou.

O ataque terá ocorrido o em Douma, último bastião dos grupos armados islamitas que se opõem a Bashar al-Assad em Ghouta Oriental e causado pelo menos 40 mortos, de acordo com os opositores ao regime.

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