EventsEventos
Loader

Find Us

FlipboardLinkedin
Apple storeGoogle Play store
PUBLICIDADE

"Mini-cimeira" europeia extraordinária debate migração

"Mini-cimeira" europeia extraordinária debate migração
Direitos de autor REUTERS/Charles Platiau
Direitos de autor REUTERS/Charles Platiau
De  Isabel Marques da Silva
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button

Uma reunião informal com alguns líderes da União Europeia vai decorrer, no domingo, em Bruxela, para discutir a política de migração e asilo. Será uma espécie de "mini-cimeira" extraordinária para criar convergência antes da reunião dos 28 países, a 28 e 29 de junho.

PUBLICIDADE

Uma reunião informal com alguns líderes da União Europeia vai decorrer, no domingo, em Bruxelas, para discutir a política de migração e asilo.

Será uma espécie de "mini-cimeira" extraordinária para criar convergência antes da reunião dos 28 países, a 28 e 29 de junho.

França, Alemanha, Áustria, Bulgária, Itália, Grécia e Malta são alguns dos países confirmados.

"É uma iniciativa de que gosto e de que não gosto muito. Não gosto de presidir a reuniões com apenas alguns Estados-membros. Mas como os outros se recusam a fazê-lo, alguém tem que que a presidir", disse o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, em conferência de imprensa, quarta-feira, em Bruxelas, quando anunciou a reunião.

A lista de convidados poderá ser alargada se outros países expressassem o desejo de participar, de acordo com a Comissão. A agência de notícias France Press avança, também, os nomes de Espanha, Holanda e Bélgica.

Uma das mais recentes ideias na agenda é a criação de centros europeus de processamento de migrantes e requerentes de asilo em países fora do bloco comunitário.

Alguma imprensa avança a possibilidade de um acordo da União Europeia com a Tunísia, para a rota vinda de África, e outro com a Albânia, para a rota vinda do Médio Oriente.

Apesar de uma queda dramática nas chegadas à Europa - cerca de 40 mil pessoas, desde o início de 2018, contra mais de um milhão em 2015 -, o assunto está no cerne de fortes tensões entre os Estados-membros.

 As diferenças foram, recentemente, ilustradas com o caso do navio de resgate Aquarius, cujo desembarque de mais de 600 resgatados no mar Mediterrâneo foi recusado por Itália e por Malta, tendo sido aceite por Espanha.

As tensões são, também, fortes dentro do governo de coligação alemão, com a chanceler Angela Merkel a enfrentar a linha dura de ministro da Administração Interna, que ameaça "reprimir" os migrantes que cheguem à fronteira alemã, por falta de solução europeia, até o final de junho.

"Não podemos esperar até que o desastre seja semelhante ao de 2015", disse, por seu lado, o chanceler austríaco, Sebastian Kurz, cujo país deterá, a partir de 1 de julho, a presidência rotativa da União Europeia.

O principal ponto de desacordo diz respeito à alteração do Regulamento de Dublin: o pacote de legislação sobre asilo dita que o registo do requerente se faça no país de entrada, o que representa um encargo desproporcionado para a Itália e a Grécia.

 A Comissão Europeia propõe uma reforma que inclua a distribuição automática dos requerentes de asilo em piores de "pico" migratório, como foi o de 2015.

Os países do Mediterrâneo querem uma distribuição permanente, mas os países de centro e leste europeu, tais como Hungria, Polónia e Áustria, recusam totalmente qualquer quota.

Na cimeira de 28 e 29 de junho, os líderes deverão chegar a acordo sobre intensificar o apoio à guarda costeira da Líbia, para lutar contra o contrabando de pessoas no mar Mediterrâneo, e pediu uma maior cooperação dos países de origem e de trânsito dos migrantes e requerentes de asilo.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Avramopoulos contra "Guantánamo para migrantes"

"Falta uma resposta comum à questão da migração"

Reconhecimento do Estado da Palestina é único caminho para a paz, diz primeiro-ministro da Irlanda