Esta semana, a Alemanha deportou 69 cidadãos afegãos, cujos pedidos de asilo foram rejeitados, mostrando a vontade de acabar cm a politica de porta aberta. O refugiado afegão Ajmal Maarij, a viver na Bélgica, pede o fim dos "jogos políticos" de bloqueio e propõe a integração com recurso a mentorado.
Ajmal Maarij, de 27 anos, sonhou ser político ou alto funcionário para ajudar a trazer a paz e a democracia ao Afeganistão. Mas o conflito que se arrasta no país, há décadas, obrigou-o a procurar refugio na Bélgica, em 2012.
A História mostra que todos os seres humanos se movimentam, não há fronteiras rígidas, todos se movem por todo o mundo
Refugiado afegão
À beira de obter a nova nacionalidade, trabalha num centro de acolhimento da Cruz Vermelha para requerentes de asilo. À euronews comentou a nova tendência restritiva da política europeia de migração e asilo.
"Dói ver que os europeus tentam empurrar os migrantes de volta aos seus países, onde não se sentem seguros, onde não têm uma vida. A História mostra que todos os seres humanos se movimentam, não há fronteiras rígidas, todos se movem um pouco por todo o mundo. Está provado que são apenas os jogos políticos que criam bloqueios para os refugiados, mas seja de que forma for, vão continuar a vir".
Esta semana, a Alemanha deportou 69 cidadãos afegãos, cujos pedidos de asilo foram rejeitados, mostrando a vontade de acabar com a política de "porta aberta".
Tendo estudado ciências políticas, sociologia e economia, na Índia, Ajmal propõe aos líderes europeus uma alternativa, baseada na integração através do mentorado.
"Seria bom criar um caminho adequado para os refugiados, integrando-os em cada país, independentemente de para onde vão. Deveria haver um representante de cada comunidade de refugiados e esses representantes deveriam ser convidados pela imprensa, por quem organiza seminários e conferências, de modo a poderem criar consciencialização sobre a questão dos refugiados. E isso ajudará os refugiados a seguir os seus passos e a pedir orientação".