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Europeus apostam no Egito para controlar migração

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Direitos de autor REUTERS
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De  Gregoire LoryIsabel Marques da Silva
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Europeus apostam no Egito para controlar migração

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A União Europeia continua dividida sobre a política de asilo e migração, não tendo havido progresso no tema da repartição de refugiados e migrantes durante a reunião informal de líderes, quinta-feira, na Áustria.

O plano para reforço das fronteiras também não é consensual, mas há convergência sobre o diálogo com África.

"Os países do norte da África são parceiros importantes para travar a vinda de barcos para a Europa e para reenviar os migrantes para os países de trânsito e origem. Assim vamos conseguir acabar com o negócio de traficantes de seres humanos e evitar as mortes por afogamento no Mar Mediterrâneo", defendeu Sebastian Kurz, chanceler da Áustria, Estado-membro que preside à União Europeia no segundo semestre do ano.

A União Europeia vê no Egito um dos países ideais para iniciar este tipo de cooperação entre os dois continentes.

"Juntamente com o chanceler Kurz, o Conselho Europeu deu início a um diálogo com o presidente egípcio. Posso dizer que temos o apoio dos membros do Conselho Europeu para continuar essa via e iniciar com outros países diálogos similares", explicou Donal Tusk, presidente do Conselho Europeu.

No domingo, Donald Tusk vai reunir-se com o presidente egípcio, em Nova Iorque (EUA), antes da Assembleia-Geral da ONU, e deverá ter encontros com outros líderes africanos nas próximas semanas.

Em julho passado, os líderes da União Europeia chegaram a acordo sobre a possibilidade de criar "centros de desembarque" em países terceiros (que seriam geridos com ajuda de agências da ONU), nomeadamente no norte de África, mas nenhum país dessa região se mostrou disponível para acolher esse tipo de infraestrutura.

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