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Estado da União: A cimeira europeia sobre o Brexit e a linguagem corporal

Estado da União: A cimeira europeia sobre o Brexit e a linguagem corporal
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De  Stefan Grobe
Publicado a Últimas notícias
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Esta semana olhamos com pormenor para o Conselho Europeu em Bruxelas e para o caso do jornalista saudita que desapareceu no consulado do país em Istambul.

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Theresa May na cimeira europeia em Bruxelas.

Não houve amor de nenhum dos lados.

Um beijo foi apenas um beijo. E não foi com certeza um acordo sobre o Brexit.

O Presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani mantém a esperança num entendimento.

"Quero ser otimista, mas ontem durante o discurso da Senhora May não houve nenhuma proposta nova, mas a sua linguagem corporal foi no sentido de um trabalho positivo"

E é assim que estamos hoje, num ponto em que até a linguagem corporal é observada de perto numa procura desesperada por progressos.

Olá e bem-vindo ao Estado da União, a partir de Bruxelas.

Mais de dois anos depois do referendo sobre o Brexit, parece que ainda estamos na estaca zero.

A cimeira ao mais alto nível em Bruxelas era suposto ter desbloqueado o impasse nas negociações, mas em vez disso, a única coisa que todos partilharam foi desilusão.

Ou, como disse a chanceler alemã, Angela Merkel: Não estou nem otimista nem pessimista.

E sem acordo sobre o Brexit, estamos a deslizar para uma situação que ninguém quer e que todos temem que seja de um potencial desastre.

Agora que já percebemos o poder da linguagem corporal, aqui está algo que provocou muita discussão nas redes sociais esta semana.

O personagem principal é o Secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo que se reuniu com o principe saudita, em Riade, para saber a verdade sobre o horrível caso do desaparecimento do jornalista saudita Jamal Kashoggi.

Pompeo está a rir-se e aparentemente a passar um tempo agradável.

Não parece que Washington esteja a pressionar muito a Arábia Saudita para obter respostas sobre este caso.

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E a questão é simples: Kashoggi entrou no consulado e nunca de lá saiu. Onde está ele?

No entanto, a administração Trump parece mais interessada em dar cobertura aos sauditas que em descobrir a verdade.

E porquê? Talvez porque Trump tem negócios com os sauditas, apesar de ele o ter negado esta semana.

Algo estranho, já que durante a campanha presidencial, Trump até se vangloriou disso.

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"A Arábia Saudita e eu damo-nos muito bem. Eles compram-me apartamentos, gastam 40, 50 milhões de dólares, é suposto não gostar deles? Gosto muito deles"

40, 50 milhões, a quem é que isso importa? O facto é que Trump tem uma longa história empresarial de negócios com os sauditas que começou muito antes de se tornar Presidente.

Que passou por vender-lhes o iate numa altura em que não tinha dinheiro, ou mais recentemente quando os sauditas jantaram no seu hotel ou apoiaram a atividade política da sua filha.

Mas, relembro, Trump diz que não tem interesses financeiros com a Arábia Saudita.

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E agora mudamos para algo que nada tem a ver com Trump: interferências nas campanhas eleitorais.

Podem ser os russos, podem ser os chineses, pode não ser ninguém.

Numa conferência em Bruxelas, os peritos debateram o próximo nível de manipulação da informação. Chamam-lhe "Deep fake". 

E agora vamos conhecer a agenda da próxima semana:

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Na segunda-feira, os ministros do ambiente de todo o mundo reúnem-se na Polónia para preparar a próxima Cimeira do Clima das Nações Unidas.

Na quarta, o presidente da Apple, Tim Cook, faz um discurso em Bruxelas na Conferência Europeia de protecção de dados.

E na quinta, os ministros do comércio juntam-se em Ottawa, no Canadá, para debater a reforma da Organização Mundial do Comércio.

Antes de terminarmos, quero regressar à cimeira da União Europeia, mais concretamente às pequenas caravanas que transportam os participantes.

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Imaginam um chefe de estado sentar-se ao volante e conduzir a limusina? Ou dar boleia a um colega Presidente?

Bem, só vejo um capaz de o fazer, Vladimir Putin.

E aqui o vemos, a dar boleia ao presidente egipcio Al-Sisi no circuito de fórmula um de Sochi.

Depois de terminarem as conversas, Putin resolveu pegar na limusina à prova de bala e testar-lhe os limites de velocidade na pista, a um ponto que até os seguranças ficaram nervosos em acompanhá-lo.

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Só mesmo na Rússia...

E é tudo por hoje. Obrigado por nos ver e tenha uma semana a todo o gás!

Nome do jornalista • Ricardo Borges de Carvalho

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