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Partido Popular Europeu: 20 anos de domínio no Parlamento Europeu

Partido Popular Europeu: 20 anos de domínio no Parlamento Europeu
Direitos de autor REUTERS/Costas Baltas
Direitos de autor REUTERS/Costas Baltas
De  Jack Parrock com Ricardo Borges de Carvalho
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Desde 1999 que o PPE é o maior grupo parlamentar em Estrasburgo e as sondagens indicam que continuará a ser depois das eleições de maio

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Nas eleições de 2014, o PPE conseguiu 265 dos 751 lugares do Parlamento Europeu.

O luxemburguês Jean-Claude Juncker era o candidato do grupo a Presidente da Comissão Europeia, foi nomeado e estabeleceu uma agenda de centro-direita para a União Europeia durante o seu mandato de cinco anos.

Desta vez, é o alemão Manfred Weber que lidera o grupo e que deverá tornar-se Presidente da Comissão Europeia se o Partido Popular Europeu ganhar a maioria dos assentos.

Quando foi escolhido a candidato do PPE à presidência da Comissão Europeia, Weber enalteceu as qualidades da sua família política.

**"Sentimos em primeiro lugar, uma unidade, dentro da família do PPE, de ter uma ideia clara para o futuro deste continente. E é por isso que quero sublinhar, acima de tudo, que não é a vitória de um indivíduo. É um sucesso para nós como uma das principais forças da Europa. Temos uma ideia clara para o futuro do continente. Essa é a diferença do PPE. É o sucesso do PPE!"
**

Em 2014, os democratas-cristãos alemães ocuparam cerca de um terço dos lugares do país no Parlamento.

França, Polónia, Portugal e Hungria foram outros estados-membros onde o PPE conseguiu uma boa representação. Já nos países nórdicos os resultados foram menos bons, com apenas um dos 13 eurodeputados dinamarqueses a integrar o grupo neste mandato.

Mas o que defende o Partido Popular Europeu?

Como partido de centro-direita, fundado nos valores conservadores e democratas cristãos, foca-se em impulsionar a Economia e o Emprego, fortalecendo o mercado único da União Europeia.

Além de Jean-Claude Juncker na presidência da Comissão Europeia, o Parlamento Europeu foi liderado pelo italiano Antonio Tajani e o Conselho Europeu presidido pelo polaco Donald Tusk, ambos filiados em partidos da família política do PPE.

Durante o resgate financeiro, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsirpas, classificou o PPE como um partido "anti-grego" pela linha dura contra Atenas.

Convocou os movimentos de Esquerda e dos Verdes por toda a Europa para se unirem num novo grupo e evitar que o centro-direita tenha tanto poder na União Europeia.

Outro rosto importante do Partido Popular Europeu é Michel Barnier, o principal negociador da União Europeia para o Brexit.

A União Europeia ainda não encontrou uma solução comum para a crise das migrações.

O PPE defende uma divisão mais justa das responsabilidades com imigrantes e quer que a agência de fronteiras da União Europeia, Frontex tenha mais recursos.

O Partido Popular Europeu enfrenta estas eleições de maio com o partido húngaro Fidesz suspenso do grupo, depois do primeiro-ministro Viktor Orbán ter lançado uma campanha de cartazes onde acusava Bruxelas e Jean-Claude Juncker de tentar inundar a Hungria com imigrantes. Uma questão que Orbán quer ver resolvida depois das eleições.

"Depois das eleições veremos o rumo que toma o Partido Popular Europeu. Neste momento parece avançar numa direção liberal, na direção de um império europeu liberal e de uma Europa de imigrantes. Se assim for, pode ter certeza que não o vamos seguir. "

As sondagens indicam que o PPE vai continuar como o maior grupo no Parlamento Europeu depois das eleições, mas conseguir presidir às três instituições da União Europeia mais poderosas, só dependerá da capacidade de união dos restantes grupos políticos.

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