UE adota projetos na área da Defesa para reforço da NATO

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De  Isabel Marques da Silva com Lusa
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Sendo um país atlantista, Portugal vê como crucial o reforço da cooperação ao nível da defesa entre os Estados-membros da União Europeia e destes com os parceiros da NATO que não são países do bloco comunitário. Esta foi a posição do governo de Lisboa no conselho da União Europeia sobre Defesa.

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Sendo um país atlantista, Portugal vê como crucial o reforço da cooperação ao nível da defesa entre os Estados-membros da União Europeia e destes com os parceiros da NATO que não são países do bloco comunitário.

Esta foi a posição do governo de Lisboa no conselho da União Europeia sobre Defesa, que adotou uma lista de 13 projetos, terça-feira, em Bruxelas. O reforço dessa cooperação foi realçado pelo representante da Finlândia, país que preside atualmente aos trabalhos da União.

"Tanto a União Europeia como a NATO estão a enfrentar novos desafios, nomeadamente as ameaças híbridas, as alterações climáticas, a inteligência artificial e precisamos de maior cooperação para enfrentar esses desafios. A União Europeia deu passos significativos nos últimos anos em termos de defesa", disse Antti Kaikkonen.

Esta foi a primeira reunião depois dos comentários, na semana passada, do Presidente francês, Emmanuel Macron, sobre a falta de visão comum e solidariedade de alguns membros da Aliança Atlântica, que no seu entender deixam a "NATO em morte cerebral". Uma expressão que causou algum mal-estar.

"Eu não concordo com Macron, penso que ainda não é o caso. O oposto é que é verdadeiro: temos duas organizações em bom funcionamento, tanto a aliança militar como, especialmente, a União Europeia", considerou Thomas Starlinger, ministro da Defesa austríaco.

Os ministros portugueses da Defesa e dos Negócios Estrangeiros também consideraram exagerada a expressão usada por Macron, da qual discordam, aventando que é uma tentativa de animar a reflexão sobre o papel da NATO.

"Não partilho do ponto de vista do Presidente Macron. O Presidente Macron naturalmente que quis provocar, quis agitar as águas, quis provocar uma reflexão", comentou o ministro da Defesa português, João Gomes Cravinho, que esteve na reunião.

O chefe da diplomacia portuguesa, Augusto Santos Silva, disse, sexta-feira, em entrevista à Rádio Renascença, que Macron queria chamar a atenção para um "problema sério, hoje, no âmbito da NATO, porque temos um aliado, que é a Turquia, que teve uma iniciativa militar com o beneplácito, na prática, de outro aliado, os EUA, e que significou uma ação que prejudica o nosso combate comum contra o terrorismo".

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