Newsletter Boletim informativo Events Eventos Podcasts Vídeos Africanews
Loader
Encontra-nos
Publicidade

Evitar um Brexit caótico é "um alívio", diz Costa

Evitar um Brexit caótico é "um alívio", diz Costa
Direitos de autor  Olivier Matthys/AP OLIVIER MATTHYS
Direitos de autor Olivier Matthys/AP
De Isabel Marques da Silva com LUSA
Publicado a
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google
Partilhar Close Button
Copiar/colar o link embed do vídeo: Copy to clipboard Link copiado!

A perspetiva de um Brexit ordenado em vez de caótico é, assim, um alívio, disse o primeiro-ministro de Portugal, António Costa, à saída do primeiro dia da cimeira da União Europeia, em Bruxelas.

O divórcio entre o Reino Unido e a União Europeia a 31 de janeiro parece agora mais realista face à maioria absoluta obtida pelo primeiro-ministro britânico conservador, Boris Johnson.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Isso significa que o país e a União Europeia deverão começar a trabalhar, o mais rapidamente possível, num acordo de livre comércio.

A perspetiva de um Brexit ordenado em vez de caótico é, assim, um alívio, disse o primeiro-ministro de Portugal, António Costa, à saída do primeiro dia da cimeira da União Europeia, em Bruxelas.

"Tendo que haver Brexit, ser um Brexit devidamente negociado, acordado, preparado, claro que é um alívio, porque as consequências, quer para os direitos dos cidadãos, quer para as empresas seriam extremamente negativos. Vamos ver se o novo parlamento aprova finalmente o acordo. Este já é o quarto acordo que a UE negocia com o Reino Unido, portanto, espero que à quarta seja de vez", disse Costa.

Os trabalhos de quinta-feira centraram-se na aprovação das metas do Pacto Ecológico Europeu, mas não houve unanimidade porque a Polónia não se sente pronta a assumir o compromisso da neutralidade carbónica em 2050. O tema voltará a ser discutido em junho de 2020.

Proposta finlandesa de Orçamento da UE "morta"

Mas para António Costa, a boa notícia tem a ver com a discussão do orçamento plurianual da União Europeia para 2021-2027.

"Diplomaticamente, foi morta a proposta da Finlândia e a discussão foi concluída em cinco minutos. Ficou decidido que o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, irá ter relações bilaterais com todos os Estados-membros para passarmos à negociação final do quadro financeiro plurianual, que espero que seja uma negociação rápida porque é preciso evitar, a todo o custo, que haja um grande atraso na aprovação do novo quadro", explicou o primeiro-ministro.

A proposta finlandesa defendia contribuições dos Estados-membros equivalentes a 1,07% do Rendimento Nacional Bruto (RNB) conjunto da UE a 27 países (sem o Reino Unido), valor abaixo da proposta original da Comissão Europeia (1,11%) e liminarmente rejeitado por um grupo alargado de países, como Portugal (que defende pelo menos 1,16%), assim como pelo Parlamento Europeu (cuja ambição chega aos 1,3%).

A cimeira da zona euro é o ponto alto do segundo dia da cimeira, esta sexta-feira, sendo para Portugal muito importante concretizar o mais rapidamente possível o Instrumento Orçamental de Convergência e Competitividade.

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google

Notícias relacionadas

Pacto Ecológico Europeu em destaque na cimeira da UE

Funcionários de estúdio pornográfico na Chéquia são julgados por alegado tráfico de mulheres

Crise de combustível agrava-se na Rússia