Ambientalistas denunciam acordo de pescas europeu

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De  Joao Duarte Ferreira
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Os ambientalistas acusam os ministros europeus das pescas de permitirem a continuação da sobre-exploração dos recursos marítimos

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Os ministros europeus das pescas chegaram a acordo esta quarta-feira sobre as quotas a aplicar no próximo ano.

O acordo contudo foi imediatamente condenado pelas organizações ambientais.

As negociações foram difíceis e prolongaram-se pela noite. Foi só às seis da manhã desta quarta-feira que os resultados foram anunciados.

Para os responsáveis europeus, trata-se de um acordo equilibrado que reconcilia a sustentabilidade tanto socioeconómica como ambiental.

"Precisamos de um compromisso entre sustentabilidade geral e a sustentabilidade das comunidades que dependem da indústria piscatória. Penso que conseguimos um bom equilíbrio. Fizemos grandes progressos na manutenção das reservas em níveis sustentáveis" defende o ministro irlandês das pescas, Michael Creed.

O acordo abarca o Atlântico e o Mar do Norte.

Foram aprovadas reduções para algumas espécies como o bacalhau e o camarão com aumentos para outras como o carapau e a sarda.

Na globalidade Portugal obteve um aumento significativo de cerca de 17% nas suas quotas de pesca.

Os grupos ambientais acusam a União Europeia de não respeitar o seu próprio prazo de 2020 para definir quotas sustentáveis tal como recomendado pelos cientistas.

"Estamos obviamente muito desapontados com os ministros europeus das pescas. Não só continuam a pescar em excesso como não cumpriram o prazo legal de 2020; estão a perder uma oportunidade de ouro para tomarem medidas decisivas contra as alterações climáticas que o Conselho Europeu diz que quer tomar", afirma Rebecca Hubbard, diretora da ONG "Our Fish".

Os ambientalistas acusam os países europeus de colocarem os interesses económicos de curto prazo acima do meio ambiente o que significa a sobre-exploração dos recursos naturais.

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