Cimeira da UE debate pacote bilionário de retoma económica

Cimeira da UE debate pacote bilionário de retoma económica
Direitos de autor MATTHIAS RIETSCHEL/AP2009
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De  Isabel Marques da SilvaJack Parrock
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Os líderes dos 27 países da União Europeia deverão validar um plano do Eurogrupo no valor de 540 mil milhões de euros, a dividir por três instrumentos de crédito, e debater os critérios e montantes para um fundo de combate à recessão que se avizinha.

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Um plano para recuperação da economia após a pandemia de Covid-19 marca a agenda da cimeira da União Europeia, por videoconferência, que começa esta quinta-feira.

Os líderes dos 27 países deverão validar um plano do Eurogrupo no valor de 540 mil milhões de euros, a dividir por três instrumentos de crédito.

O Eurogrupo também propôs criar um novo fundo de investimento, mas este não deverá ser financiado através de emissão de títulos de dívida conjunta dos Estados-membros, muito controversa.

Poderá ser a Comissão Europeia a ir aos mercados financeiros, ancorada no orçamento comunitário para os próximos sete anos, cujo montante poderá ser definido, também, na cimeira.

Espanha propõe que o "bolo" total atinja os 1,5 biliões de euros.

“As propostas em cima da mesa têm mais hipóteses de serem bem sucedidas porque a Comissão Europeia estaria no centro da estratégia. Deverá assentar, sobretudo, em empréstimos, em vez de subsídios a fundo perdido. O dinheiro terá de ser reembolsado algum dia, evitando fazer apenas transferências diretas. Para concluir, essa estratégia assenta em obter o dinheiro nos mercados sem criar demasiada dívida pública para os Estados-membros”, disse Rebecca Christie, analista política no Instituto Bruegel, em entrevista à euronews.

Antes da pandemia, foi impossível chegar a acordo sobre o orçamento da União Europeia para 2021-2017, porque alguns países queriam cortes por causa do Brexit. Portugal e os países do sul queriam um orçamento mais volumoso.

Mas face à nova crise, a Alemanha tem-se mostrada disponível para aumentar as constribuições e convencer outros países frugais a fazer o mesmo para relançar a economia, embora seja difícil prever a partir de quando.

“Ha países que não podem centrar o debate nas medidas de relaxamento, porque ainda estão muito focados na emergência médica que existe no terreno. Isso faz com que seja dificil dizer dizer se será a 1 de maio, ou em meados de maio, que as pessoas começaram a poder regressar à vida normal", afirmou Sandra Parthie, analista política no Instituto Económico Alemão, em entrevista à euronews.

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, vai tentar obter consensos que permitam assinar um documento final de conclusões, idealmente numa cimeira até ao final de junho.

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