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Grécia nega ter usado fogo contra requerentes de asilo

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De  Isabel Marques da SilvaEfi Koutsokosta
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O relatório do núcleo de investigação Arquitetura Forense, da Universidade de Londres, atesta que é "altamente provável" que dois homens foram vítimas de tiros disparados por soldados gregos e o executivo comunitário espera que haja apuramento dos factos.

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A Grécia está a ser pressionada para investigar a morte de um cidadão sírio e de um cidadão paquistanês na sua fronteira com a Turquia, março passado, alegadamente vítimas de tiros de soldados gregos, num incidente filmado pelas autoridades turcas.

O relatório do núcleo de investigação Arquitetura Forense, da Universidade de Londres, atesta que esta versão é "altamente provável" e o executivo comunitário espera que haja apuramento dos factos.

"Em primeiro lugar, é responsabilidade das autoridades gregas monitorizar a situação e investigar esse tipo de denúncias, porque espero que também estejam preocupados com o caso. Também estou disponível para analisar se precisamos de novas propostas da União Europeia para assegurar que os Estados-membros monitorizam as suas fronteiras da maneira correta", disse Ylva Johansson, comissária europeia para os Assuntos Internos.

O governo de Atenas alega que se trata de pura propaganda turca e que não há evidências de que as forças gregas usaram fogo real.

"Após o encerramento dos pontos de passagem via Líbia e Marrocos, a Grécia ainda é um dos poucos pontos de entrada na Europa para todas as pessoas desesperadas. Não existiram esses casos de que fala. A morte de alguém, de um jovem, é uma questão muito importante e não podemos fazer acusações levianas", afirmou Michalis Chrysochoidis, ministro da Proteção Civil da Grécia.

"Ouvi dizer que estavam no local atiradores de elite, mas a polícia grega não possui atiradores e não foram usadas armas naquele caso. Houve apenas algumas medidas policiais simples que foram aplicadas", acrescentou o governante.

A Agência de Refugiados da ONU também pediu ao governo grego que investigue várias denúncias sobre abusos das autoridades do país nas fronteiras marítimas e terrestres, incluindo reenviar requerentes de asilo para a Turquia.

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