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Áustria e Eslováquia cooperam na gestão ambiental do rio Danúbio

Em parceria com The European Commission
Áustria e Eslováquia cooperam na gestão ambiental do rio Danúbio
Direitos de autor euronews
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De  Cyril Fourneriseuronews
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Como gerir o Danúbio de forma sustentável? Na Áustria e na Eslováquia, investigadores estudam o impacto humano nos rios e as possíveis soluções.

O Danúbio é um tesouro ambiental mas é um dos rios da Europa mais alterados pela ação humana.

Canalizações, proteções contra enchentes e centrais hidrolétricas alteraram o equilíbrio natural do ecossistema do rio Danúbio. A euronews visitou o rio na fronteira entre a Eslováquia e a Áustria.

A área situa-se poucos quilómetros a montante de uma grande barragem que bloqueia o fluxo de sedimentos. Um fenómeno que aumenta o risco de inundações, dificulta a navegação e afeta a qualidade da água.

“Quando há um desequilíbrio, e há mais sedimentos e menos fluxo ao nível energético, há sedimentação. E vice-versa. Quando há menos sedimentos e mais água há erosão. Para compreender esse problema é necessário realizar medidas eficazes para melhorar a situação", explicou Katarina Holubova, do Instituto de Investigação sobre a Água em Bratislava.

O apoio da Política de Coesão da UE

O projeto europeu Dream liderado pelo professor Helmut Habersack visa promover a partilha de conhecimento para melhorar a gestão do problema dos sedimentos na fronteira austro-eslovaca. O orçamento da iniciativa ronda os 13,5 milhões de euros. Mais de 60% provêm do Fundo de Coesão Europeu.

Para compreender melhor a morfologia fluvial e a dinâmica dos sendimentos no Danúbio, os cientistas realizam simulações, num laboratório em Viena, e criam modelos que ajudam as autoridades e as empresas a tomar decisões.

"Nesse pequeno canal, o problema é que é preciso reproduzir os processos em pequena escala. podemos diminuir a escala em relação à largura e profundidade dos cursos de água, mas fazê-lo em relação aos sedimentos é problemático. Quanto menos diferença de escala tivermos, melhor", explicou Martin Glas, investigador da Universidade de Recursos Naturais e Ciências da Vida, de Viena.

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Christine Sindelar, Chefe do Laboratório de Hidráulica, Universidade de Recursos Naturais e Ciências da Vida, em Vienaeuronews

Laboratório de hidráulica em Viena

Um enorme laboratório hidráulico, com uma capacidade de descarga excecional, equivalente a sessenta banheiras por segundo, está a ser construído em Viena.

“Os rios são uma tábua de salvação no nosso meio ambiente. São bons para o lazer, para os humanos, e, claro, também são bons para os animais e as plantas. Por isso, é preciso estudar os sistemas fluviais. Estamos confiantes de que com este laboratório de hidráulica poderemos contribuir para resolver os nossos problemas", frisou Christine Sindelar, chefe do Laboratório de Hidráulica da Universidade de Recursos Naturais e Ciências da Vida, em Viena.

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