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UE anuncia sanções contra grupo militar russo Wagner

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Direitos de autor Virginia Mayo/The Associated Press
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De  Euronews
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Entidade privada é acusada de enviar mercenários para zonas de conflito em todo mundo, sendo associada a violações de direitos humanos e destabilização

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Na mira dos 27, o grupo militar russo Wagner também está agora no radar das sanções europeias, aprovadas esta segunda-feira, em Bruxelas, pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE).

A entidade privada - que se acredita ter o apoio de Moscovo - é apontada por enviar mercenários para zonas de conflito em todo o mundo, como a Líbia ou Síria, por exemplo.

Territórios onde estes homens terão violado direitos humanos e se terão envolvido em práticas de tortura, execuções extrajudiciais, sumárias ou arbitrárias, assassinatos e atividades destabilizadoras.

"As atividades deste grupo refletem a guerra híbrida russa. Representam uma ameaça e criam instabilidade em vários países em todo o mundo", sublinhou, em conferência de imprensa, o Alto Representante da União Europeia para a Política Externa, Josep Borrell.

As sanções aprovadas contemplam o próprio grupo militar, associado ao empresário Yevgeny Prigozhin, próximo do presidente russo.

Também são visados oito indivíduos e três entidades, que terão os ativos congelados na União Europeia. A nível pessoal estão proibidas as viagens para o bloco comunitário.

“Esta empresa faz guerra à medida de forma irresponsável já que não depende teoricamente de qualquer Estado, escondendo-se detrás da denominação de empresa privada. Faz guerra de forma irresponsável e impune porque se declara uma empresa de mercenários", referiu o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Yves Le Drian.

O grupo Wagner não existe legalmente na Rússia, onde estão proibidas sociedades militares privadas, mas representa uma nova forma de participar em guerras.

"A Rússia quer, por um lado, evitar que se vejam forças regulares a atuar em vários países com este comportamento, fora do âmbito do direito internacional humanitário, do direito internacional dos conflitos, perpetrando crimes de guerra e ações totalmente contrárias ao direito internacional. Não lhes interessa. Por outro lado, interessa-lhes ter forças armadas no terreno que possam ajudar um dos seus lados", lembrou Félix Arteaga, investigador do think-tank Real Instituto Elcano.

A presença do grupo também já foi referida na Ucrânia, Sudão, República Centro Africana, Venezuela e Moçambique.

Moscovo tem negado as acusações.

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