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Sisak Moslavina quer tornar-se no Vale do Silício dos Balcãs

De  Aurora Velez
Sisak Moslavina quer tornar-se no Vale do Silício dos Balcãs
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Novska, no condado croata de Sisak Moslavina, quer tornar-se no Vale do Silício dos Balcãs.

Nos últimos cinco anos, esta região rural albergou o PISMO, um projeto europeu com duas incubadoras totalmente equipadas, especializadas em jogos de vídeo e abertas à formação de jovens talentos.

O objetivo é a criação de empregos num setor de ponta. Uma mudança radical de paradigma na região, como evidencia a diretora adjunta da Agência Regional para o Desenvolvimento SIMORA, Andreja Šeperac:

"Há 30 anos, tivemos aqui uma indústria e depois, tudo colapsou. Tivemos a guerra, a crise e tudo mais. Perguntávamo-nos, o que deveríamos fazer para manter os jovens. E começámos a trabalhar nesta grande iniciativa chamada Sisak Moslavina County Center da indústria de jogos de vídeo. Então, foi assim que esta história começou".

O custo total do PISMO é de 3,36 milhões de euros, dos quais cerca de 80% foram financiados pela política de coesão da União Europeia e o restante pelo condado de Sisak Moslavina.

O PISMO tem 67 empresas e start-ups, quase três vezes o número previsto no seu lançamento, em 2017.

Entre elas, está esta empresa que desenvolveu uns óculos para pessoas com dificuldades auditivas... Há mais de 400 milhões no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Os óculos inteligentes convertem o som em texto replicando-o nas lentes, em tempo real. Quando chegarem ao mercado, serão comercializados por cerca de 500 euros. O protótipo foi apresentado este ano no CES (Consumer Electronics Show) em Las Vegas, nos Estados Unidos da América.

A cofundadora da Grow, Josipa Bencek conta como funcionam: 

"Há um microfone direcional nos óculos, que depois de receber o som, o envia para a "nuvem", e recebe-o, novamente, transformado em texto, e coloca-o na lente dos óculos através deste pequeno dispositivo".

O presidente executivo da Hiroma, Stefan Vedrina, é especialista em jogos de vídeo educativos e, entre outras coisas, criou o MOOPIES, para os mais jovens. As crianças ensinam às suas mascotes algumas ações enquanto aprendem matemática, por exemplo. Vedrina foi formado no PISMO (durante um ano) e hoje, a sua start-up está a evoluir na incubadora.

"Pagamos apenas a renda, não os serviços de utilidade pública. Algumas pessoas de PISMO reúnem investidores da região, e de toda a Europa e, muitas vezes, conseguimos apresentar as nossas ideias, pelo menos uma vez por semana, a alguns investidores. Portanto, temos muitas oportunidades", revela.

Estudantes como Lorena Bursac, de 15 anos, vêm frequentemente às incubadoras do PISMO para formações pois a programação já faz parte do currículo escolar.

"Este é o meu primeiro ano de aprendizagem sobre programação e gostaria de fazer mais desenhos gráficos e blenders. Esse é o meu sonho. Agora, é real e estou muito feliz", conclui.