Rublo regressa a valores anteriores à guerra na Ucrânia

Compra de energia russa faz subir o rublo
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Compra do gás russo, pela União Europeia, explica o fenómeno e como a Rússia continua a financiar-se, apesar das sanções do Ocidente

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Depois do Presidente Vladimir Putin ordenar a invasão da Ucrânia, o valor do rublo, a moeda nacional da Rússia, colapsou. O rublo continuou em queda livre enquanto as nações ocidentais penalizavam a Rússia com sanções sem precedentes. No entanto, a moeda começou, depois, a recuperar e regressou gradualmente aos níveis anteriores à guerra (Em meados de abril, o seu valor tinha atingido 1 RUB = 0,013 USD, uma equivalência vista pela última vez na véspera da invasão).

O que explica esta surpreendente recuperação? A resposta reside, em parte, nos combustíveis fósseis, como explica a diretora-adjunta da Bruegel, Maria Demertzis:

"Se os europeus pagam [o gás] inicialmente em euros, têm de pagar em euros porque é esse o contrato, mas depois a Gazprom transforma estes [euros] em rublos, então toda a questão das sanções é contornada. Assim, o Estado russo pode realmente ter acesso aos fundos que os europeus estão a pagar pela energia".

Os combustíveis fósseis representam 60% de todas as exportações russas e 40% das receitas federais. A União Europeia é, fortemente, dependente da energia russa e paga cerca de 400 milhões de euros pelo gás russo, diariamente.

"Tudo isto significa que há uma grande procura por rublos, para transformar os euros em rublos para pagar a energia que compramos. Evidentemente, se a procura por algo subir, o preço irá subir. É nisso que o rublo se apoia", explica Demertzis.

Os pagamentos de energia criaram uma recuperação artificial do rublo. A moeda já não reflete o estado da economia nacional, que caminha para uma profunda recessão.

A diretora-adjunta da Bruegel sublinha que "o importante, aqui, é deixar de comprar energia à Rússia em todas as suas formas. Só então veremos efeitos económicos reais na economia e, portanto, também na moeda".

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