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UE: Ministros da Energia querem mais cooperação face a ameaça russa

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De  Aida Sanchez Alonso
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Ministros da Energia da União Europeia reuniram-se num conselho extraordinário em Bruxelas
Ministros da Energia da União Europeia reuniram-se num conselho extraordinário em Bruxelas   -   Direitos de autor  Petr David Josek/AP

A União Europeia prepara-se para meses difíceis em matéria energética.

Os ministros europeus da Energia reuniram-se, hoje, em Bruxelas num conselho extraordinário para discutir a estratégia do bloco depois de a Rússia decidir cortar o gás natural à Polónia e à Bulgária.

Os objetivos passam por reforçar a cooperação, acelerando compras conjuntas, interligações e garantindo, por exemplo, que o armazenamento de gás do continente esteja completo no outono.

Atualmente, as reservas estão a 32% e, de acordo com a comissária europeia com a pasta da Energia, Kadri Simson,qualquer outro Estado-membro pode sofrer cortes da Rússia.

Paralelamente, a União Europeia está a trabalhar num sexto pacote de sanções contra a Rússia, que desta vez pode incluir um embargo gradual ao petróleo até ao final do ano.

A Alemanha, até agora relutante, mostra abertura.

"Depois de dois meses de trabalho, posso afirmar que a Alemanha não está contra um embargo ao petróleo da Rússia. Claro que é um fardo pesado de carregar, mas estamos prontos para fazê-lo. Temos de preparar os centros e as interligações. O tempo ajuda. Mas outros países têm problemas maiores", sublinhou o ministro alemão da Economia e Ação Climática, Robert Habeck.

A proposta, que requer unanimidade, poderá ser colocada em cima da mesa pela Comissão Europeia já esta terça-feira.

Mas de acordo com os especialistas em energia também pode provocar danos colaterais.

"Se avançarmos para sancionar o petróleo russo com um embargo gradual, a Rússia pode responder imediatamente dizendo que vai cortar o gás. Dar à Rússia esse jogo estratégico pode não ser a melhor opção para a União Europeia. É melhor para a União Europeia impor imediatamente uma tarifa sobre o petróleo e o gás vindos da Rússia para o bloco", sublinhou, em entrevista à Euronews, Simone Tagliapietra, do think tank Bruegel.

Em vez de um embargo ao petróleo russo, alguns Estados-membros defendem, antes, que se avance com uma tarifa punitiva sobre as importações.

A Hungria já se manifestou contra qualquer embargo da Europa ao gás e ao petróleo russos.