Newsletter Boletim informativo Events Eventos Podcasts Vídeos Africanews
Loader
Encontra-nos
Publicidade

Corte de fluxo de gás russo na Ucrânia. Bruxelas afasta problemas

A Rússia fornece quase 40% do gás ao bloco europeu
A Rússia fornece quase 40% do gás ao bloco europeu Direitos de autor  SERGEI CHUZAVKOV/2009 AP
Direitos de autor SERGEI CHUZAVKOV/2009 AP
De Shona Murray
Publicado a Últimas notícias
Partilhar Comentários
Partilhar Close Button
Copiar/colar o link embed do vídeo: Copy to clipboard Link copiado!

Comissão Europeia diz que apesar do impacto, a suspensão não representa uma ameaça "imediata" de segurança de abastecimento de gás natural para o bloco

A decisão da Ucrânia, de interromper o fluxo de gás natural russo com destino à Europa através de um ponto de trânsito no leste de país (Sokhranivka), despertou o fantasma de um agravamento da crise energética no bloco comunitário.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Por essa área estratégica passa cerca de um terço do volume total do gás que ruma à Europa.

A empresa estatal ucraniana Naftogaz anunciou, esta terça-feira, a suspensão, culpando Moscovo pelo passo e dizendo que os fluxos seriam transferidos para outra passagem a norte, em Sudzha, de modo a "cumprir plenamente as obrigações de trânsito com os parceiros europeus."

A Naftogaz invocou não poder controlar o território ocupado por forças russas e a interferência em processos técnicos.

Desde o início da invasão russa, a Ucrânia continuou a ser uma importante rota de trânsito do gás russo para a Europa.

A gigante russa Gazprom disse ser "tecnicamente impossível" redirecionar os volumes para outro ponto como propôs a GTSOU, operadora ucraniana de gasodutos.

Já esta quarta-feira, a GTSOU disse que a Gazprom "parou de fornecer gás" ao ponto de trânsito de Sokhranivka.

Para já pelo menos, dizem os especialistas, os mercados não reagiram mal à disrupção.

"Tanto a Áustria como a Alemanha indicaram que não foram significativamente afetados pela interrupção. Se olharmos para o preço do gás natural europeu, estava em queda. Este é um sinal de que os traders não estão a considerar isto um grande acontecimento. No entanto, é um sinal de que os riscos de infraestrutura na Ucrânia representam um problema para os abastecimentos russos com destino à Europa. Além disso há outro risco, que é, como sabemos, a questão relacionada com o pagamento dos fornecimentos de gás russo em rublos por parte das empresas europeias", explicou, em entrevista à Euronews, Simone Tagliapietra, investigador do think tank Bruegel.

A Comissão Europeia disse à Euronews que a Ucrânia é um parceiro de confiança e que o problema se deve à invasão russa.

Mas Bruxelas acrescenta que "embora os desenvolvimentos possam ter um impacto em parte do trânsito de gás para a União Europeia (UE), não trazem um problema imediato de segurança de abastecimento para a UE”.

Resta saber até quando, até porque a União Europeia está fortemente dependente do gás natural russo.

O país fornece quase 40% do gás para o bloco europeu e qualquer impacto abrupto afetará, e muito, o bolso dos europeus.

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários

Notícias relacionadas

Morreu um segundo soldado francês da UNIFIL após emboscada atribuída ao Hezbollah

Estudantes checos protestam contra cortes no financiamento dos meios de comunicação social públicos

Petróleo volta a correr no oleoduto Druzhba quebrando impasse no empréstimo da UE à Ucrânia