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UE: 100 mil doses de vacinas contra a varíola dos macacos

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De  Méabh Mc Mahon
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A varíola dos macacos tem vindo a expandir-se pela Europa
A varíola dos macacos tem vindo a expandir-se pela Europa   -   Direitos de autor  AP/CDC

Bruxelas anunciou a compra, à empresa de biotecnologia Bavarian Nordic, de cerca de 110 mil doses da vacina contra a varíola dos macacos, uma nova crise no seio da União Europeia (UE) no rescaldo da pandemia de Covid-19.

As entregas começarão a fazer-se nos próximos dias serão concluídas ao longo dos próximos meses.

De acordo com a Comissão Europeia, as vacinas vão ser distribuídas de forma proporcional à população, a começar pelos Estados-membros mais afetados.

"Assinámos um acordo para comprar cerca de 110 mil doses de vacinas contra a varíola dos macacos para serem entregues aos Estados-membros, com as primeiras doses a ser entregues no final de junho", sublinhou a comissária europeia com a pasta da Saúde, Stella Kyriakides.

As compras à empresa Bavarian Nordic são feitas de forma conjunta, como aconteceu com as vacinas contra a Covid-19, e com fundos da UE.

Neste momento, há cerca de 900 casos da doença registados em 19 países do bloco, na Noruega e Islândia, o que preocupa as autoridades europeias.

Alguns infecciologistas lembram que é errado pensar que a transmissão da varíola dos macacos é essencialmente sexual.

Na Europa, detetaram-se muitos casos entre a comunidade homossexual, o que contribuiu para a estigmatização, que a comunidade LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgénero e Intersexo) quer agora combater, com campanhas de sensibilização.

"Não há nada no surto da varíola dos macacos que aponte para que os homens que fazem sexo com homens estejam mais em risco. E, na verdade, ao falarmos apenas sobre esses casos, expomos mulheres e pessoas heterossexuais a correrem mais riscos porque podem ser complacentes e pensar que nunca serão afetadas. É por isso que é muito importante divulgarmos a mensagem de que qualquer pessoa pode ser infetada com a varíola dos macacos. Mas existem maneiras fáceis de nos mantermos seguros", explicou Steve Taylor, secretário-geral da Copenhagen Pride e membro do Conselho da EuroPride.

Com a chegada dos festivais de verão teme-se o agravamento dos casos da varíola dos macacos, por causa do maior contacto entre as pessoas.

Em Portugal, o número de infetados já superar as duas centenas.