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Indústria do vidro contra proposta de corte no consumo do gás na UE

Indústria do vidro está altamente dependente do gás natural para a produção
Indústria do vidro está altamente dependente do gás natural para a produção Direitos de autor Petr David Josek/AP
Direitos de autor Petr David Josek/AP
De  Euronews
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Comissão Europeia apresentou um plano de contingência com uma meta para a redução do consumo de gás no bloco comunitário de 15%, entre 1 de agosto de 2022 e 31 de março de 2023, em nome de um inverno seguro e para fazer frente à ameaça de cortes de gás da Rússia

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Sem gás não há vidro. O alerta é dos produtores europeus de vidro que estão preocupados com a proposta de Bruxelas, apresentada na semana passada, para reduzir em 15% o consumo de gás natural até março do ano que vem para fazer frente à ameaça persistente de cortes no abastecimento da Rússia e a um cenário de escassez no inverno.

A indústria do vidro emprega milhares de pessoas na Europa e perante um cenário de redução de gás teme um impacto sobre produção, com danos colaterais sobre outras indústrias como a alimentar, farmacêutica, automóvel e da construção.

"Não devemos parar a indústria, em particular esta indústria, para evitar que as interrupções no gás provoquem danos duradouros nas instalações industriais. Basicamente está-se a matar a indústria do vidro. Precisamos evitar isso. Precisamos que a indústria continue a fornecer à indústria alimentar e das bebidas. Também precisamos dos produtos de vidro para economizar energia nos edifícios, para criar mais energia renovável, em energia fotovoltaica ou eólica", referiu, em entrevista à Euronews, Bertrand Cazes, secretário-geral da associação "Glass for Europe."

De painéis solares a smartphones, o setor argumenta que o vidro é preciso para quase tudo.

A razão para a dependência do gás natural tem a ver com a quantidade de calor necessária para a fabricação do vidro, acrescentou Bertrand Cazes: "é um dos processos com temperaturas mais altas que existe e, claro, para atingir essas temperaturas é precisa de energia para aquecer os fornos e hoje em dia isso faz-se principalmente com gás natural, para evitar o C02.

A indústria química, ainda mais dependente do gás do que a indústria do vidro, também apontou baterias à proposta de Bruxelas, dizendo que é preciso mais orientação.

A indústria farmacêutica alertou para o problema racionamento energético e o respetivo impacto.

Vários Estados-membros como a Grécia, Chipre, Malta, Portugal, Espanha ou Polónia estão contra a proposta.

Será discutida, esta terça-feira, pelos ministros da Energia da União Europeia, em Bruxelas.

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