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Mahsa Amini: protestos iranianos terão um "impacto crucial" na Europa

Morte de Mahsa Amini precipitou protestos em todo o mundo
Morte de Mahsa Amini precipitou protestos em todo o mundo Direitos de autor AP Photo
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De  Euronews
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Irão tem sido palco de violentas manifestações no rescaldo da morte de jovem de 22 anos, inicialmente presa por alegado uso indevido do véu islâmico

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Os protestos no Irão, por causa da morte de uma jovem de 22 anos por, alegadamente, usar de forma indevida o véu islâmico podem ter "um impacto crucial na Europa", sublinhou, em entrevista à Euronews, uma académica franco-iraniana.

"Não é suficiente para a Europa apoiar apenas verbalmente", disse Azadeh Kian, professora de sociologia na Universidade de Paris-Diderot, à margem de um debate no Parlamento Europeu sobre o Irão.

"Penso que a Europa precisa continuar a falar com as autoridades iranianas e a pedir-lhes que parem de disparar nas pessoas", acrescentou.

Kian lembrou que os manifestantes no Irão estão a exigir a "secularização" e a separação entre "religião e Estado" como parte de um movimento contra o Islão político.

"Isso é algo que também terá um impacto crucial na Europa", insistiu.

Os manifestantes iranianos têm sido alvo de repressão violenta depois de tomarem as ruas do país de assalto no resclado da morte de Mahsa Amini, detida pela chamada "polícia dos costumes."

Dezenas de homens, mulheres e crianças foram mortos, de acordo com a Amnistia Internacional, e há centenas de feridos.

Os protestos alastraram às cidades europeias, com algumas mulheres a juntar-se aos iranianos e a cortar o cabelo publicamente.

"As mulheres no Irão estão a exigir a liberdade de escolha, o direito de escolher se querem ou não colocar o véu", disse Kian.

"As reclamações também são por direitos iguais entre homens e mulheres, pela mudança nas leis discriminatórias e tudo mais."

"O que é importante é que também contam com o apoio de muitos jovens na luta pela democracia, liberdade e igualdade."

"Medidas restritivas?"

O chefe  da diplomacia europeia, Josep Borrell, disse, no Parlamento Europeu, que o bloco "continuará a acompanhar o que está a acontecer no país e a usar todas as oportunidades para fazer conhecer a posição e as preocupações sobre os direitos humanos no Irão."

"Como mencionei, continuaremos a considerar todas as opções à nossa disposição, incluindo medidas restritivas", acrescentou Borrell.

A ministra francesa dos Negócios Estrangeiros, Catherine Colonna, também disse que os países da União Europeia poderão considerar sanções orientadas contra membros do regime iraniano que estão a matar manifestantes.

Borrell referiu ainda que os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia discutirão o assunto em breve.

O próximo Conselho dos Negócios Estrangeiros está agendado para 17 de outubro.

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