Parlamento Europeu tenta ultrapassar o Qatargate

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De  euronews
Na próxima semana, em Estrasburgo, deve ser escolhido o sucessor de Eva Kaili
Na próxima semana, em Estrasburgo, deve ser escolhido o sucessor de Eva Kaili   -   Direitos de autor  Jean-Francois Badias/Copyright 2022 The AP. All rights reserved

O Parlamento Europeu tenta ultrapassar o Qatargate, escândalo de corrupção que rebentou em dezembro em Bruxelas. Sob a acusação de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro, a polícia belga deteve vários suspeitos, nomeadamente a então vice-presidente do Parlamento Europeu, Eva Kaili, entretanto destituída do cargo e expulsa do grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas. 

Este grupo nomeou agora o eurodeputado luxemburguês Marc Angel para a corrida à vice-presidência do Parlamento Europeu. "Cada pessoa neste parlamento e cada pessoa que trabalha nesta casa deve ser um campeão da anticorrupção e da transparência. Mas não posso fazer isso sozinho e sei que posso contar com muitas outras pessoas para fazer isso", afirmou Marc Angel.

Até à próxima segunda-feira, outros grupos também podem propor candidatos.

A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, está prestes a anunciar um novo pacote para aumentar a transparência e combater a corrupção. De acordo com algumas fugas de informação, os deputados do Parlamento Europeu vão ficar impedidos de trabalharem como lobistas durante dois anos após deixarem o cargo. Os eurodeputados e os seus assistentes serão obrigados a declarar todas as reuniões com lobistas.

“Não toleramos qualquer falta de transparência, qualquer tentativa de corrupção, ou qualquer situação em que falamos de regras mas não as fazemos cumprir internamente. Então estes são os trabalhos de casa que este parlamento vai fazer. Vamos ter um plenário talvez com a discussão do novo vice-presidente e de como podemos melhorar. Mas a Europa é uma instituição e o futuro em que vale a pena investir nesta iniciativa de transparência", disse o eurodeputado Sergey Lagodinsky. 

Na próxima semana, em Estrasburgo, os eurodeputados vão dar início ao procedimento para levantar a imunidade dos membros Andrea Cozzolino e Marc Tarabella, em relação ao Qatargate. O processo deve terminar em fevereiro. Depois disso, eles poderão responder a perguntas da Justiça.