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"Estado da União": A erosão democrática na UE e no mundo

Presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, num dsicurso no Parlamento Europeu
Presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, num dsicurso no Parlamento Europeu Direitos de autor Jean-Francois Badias/Copyright 2023 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Jean-Francois Badias/Copyright 2023 The AP. All rights reserved
De  Stefan GrobeIsabel Marques da Silva
Publicado a Últimas notícias
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A euronews entrevistou Sam van der Staak, director para a Europa do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral, uma organização intergovernamental sediada em Estocolmo.

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Pouco antes de uma viagem à China, na próxima semana, a presente da Comisão Europeia, Ursula von der Leyen, foi muito dura sobre as recentes ações do governo de Pequim. 

Num discurso muito crítico, raramente visto na diplomacia internacional, a líder do executivo europeu atacou a China pela sua posição de apoio tácito ao presidente russo, Vladimir Putin, na guerra na Ucrânia, por violar direitos humanos na China e por fazer retaliação económica contra países que não partilham o ponto de vista do governo de Pequim.

No entanto, a União Europeia deverá manter o diálogo aberto com a China, sendo mais audaciosa na defesa dos valores democráticos.

Esta posição encaixa bem na segunda Cimeira para a Democracia, que o presidente dos EUA, Joe Biden, promoveu, esta semana. 

Biden prometeu milhares de milhões de dólares para financiar os esforços de promoção da democracia em todo o mundo, algo ao qual o governo chinês reagiu com desdém.

O presidente francês, Emmanuel Macron, viajará com Von der Leyen para a China e, durante essa cimeira, expressou dúvidas sobre se a atual arquitetura geopolítica global está à altura dos desafios que se avizinham.

"Precisamos absolutamente de instituições fortes e legítimas. Acredito que devemos repensar juntos, coletivamente, democraticamente, as nossas instituições internacionais, para que elas possam enfrentar os desafios atuais". disse Macron.

As pessoas têm de ver, diariamente, que há uma razão para ir votar e que sentem o impacto nos seus bolsos.
Sam van der Staak
Diretor para a Europa do IDEA

A luta pela democracia é uma luta global, mas terá a Europa feito o suficiente para ser um farol democrático para o mundo? A euronews entrevistou Sam van der Staak, diretor para a Europa do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral, uma organização intergovernamental sediada em Estocolmo.

"A democracia tem um problema de credibilidade, neste momento. Muita gente sente que a democracia não está a cumprir o que promete. As pessoas têm de ver, diariamente, que há uma razão para ir votar e que a sentem o impacto nos seus bolsos. A questão é que, naturalmente, os populistas de toda a Europa abusaram desse sentimento para atacar as instituições democráticas e traduzi-lo na sensação de que são os elitistas que estão a governar o país", explicou o analista.

(Veja a entrevista na íntegra n o vídeo)

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