Finlândia torna-se no 31.º membro da NATO esta terça-feira

Stoltenberg em Bruxelas
Stoltenberg em Bruxelas Direitos de autor Geert Vanden Wijngaert/Copyright 2023 The AP. All rights reserved
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Stoltenberg diz que Moscovo não está a concretizar a ameaça de mobilização nuclear; aliança pretende adesão sueca até cimeira com Biden em julho

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"A partir desta terça-feira, a Finlândia passa a ser membro de pleno direito da NATO" - palavra de Jens Stoltenberg, o secretário-geral da Aliança Atlântica

Foi assim lançado o mote para a reunião que se realiza este 4 de abril em Bruxelas, entre os responsáveis diplomáticos dos países membros da organização.

É inconcebível achar que pode haver ameaças e ataques militares à Suécia sem que a NATO reaja
Jens Stoltenberg
Secretário-geral da NATO

Antes de mais, Stoltenberg salienta que as ameaças de mobilização nuclear propagadas por Vladimir Putin não parecem estar a concretizar-se no terreno.

"O anúncio do presidente Putin faz parte de um padrão perigoso, de uma retórica implacável na qual a Rússia tenta utilizar as armas nucleares para nos dissuadir do apoio à Ucrânia. Não seremos intimidados, vamos continuar a apoiar a Ucrânia. É claro que a NATO vai continuar atenta, vamos seguir de perto as ações da Rússia. Mas, até agora, não vimos nenhuma mudança na posição nuclear que nos obrigue a alterar a nossa posição", declarou.

O que é verificável é a entrada efetiva na NATO da Finlândia, o país que tem a maior fronteira europeia com o território russo, mais de 1300 quilómetros. Já a vizinha Suécia continua a enfrentar o bloqueio da Turquia e Hungria.

"Não devemos achar que a Suécia foi deixada de lado. Não, a Suécia já está bem no interior da NATO, em termos de integração militar e civil. Os aliados estão preparados para intervir. É inconcebível achar que pode haver ameaças e ataques militares à Suécia sem que a NATO reaja", diz Stoltenberg.

O plano será trazer Estocolmo para a aliança até à cimeira de julho com Joe Biden em Vilnius, na Lituânia. Entretanto, os ministros vão debater o famoso objetivo de 2% de cada PIB nacional para o setor da defesa.

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