"Estado da União": Alargamento da UE é cada vez mais urgente?

Os confrontos tiveram enorme violência, destruíram bens e causaram feridos entre as forças da NATO
Os confrontos tiveram enorme violência, destruíram bens e causaram feridos entre as forças da NATO Direitos de autor AP/Copyright 2023 The AP. All rights reserved
De  Stefan GrobeIsabel Marques da Silva
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

A tensão entre Sérvia e Kosovo, os contínuos apelos da Ucrânia e de outros países de Leste e dos Balcãs Ocidentais para entrarem na União Europeia levam a um debate sobre a necessidade de acelerar o alargamento há muito prometido.

PUBLICIDADE

A guerra na Ucrânia recordou aos países da Europa de Leste a crueldade de do regime de Moscovo durante a Guerra Fria, já que ficaram desse lado da "Cortina de Ferro". São países que estão a tentar entrar na União Europeia (UE), tais como as ex-repúblicas soviéticas da Ucrânia e a da Moldova, que receberam o estatuto de candidato há um ano.

Mas há, também, os países dos Balcãs Ocidentais, onde a Rússia gostaria de exercer mais influência. Estes países estão rodeados pelo território da UE, mas sentem-se menorizados e abandonados há muitos anos.

À luz da recente agressão russa na ucrania, a presidente da Comissão Euriopeia, Ursula von der Leyen, apresentou, esta semana, um plano para aproximar os países dos Balcãs Ocidentais da família europeia.

"Finalmente percebemos que não basta esperar que os nossos amigos de fora da União se aproximem de nós. Não basta dizer que a porta está aberta. Temos também de assumir a responsabilidade de trazer para muito mais perto de nós os aspirantes a membros da nossa União", disse von der Leyen, na Moldova, onde se realizou a Cimeira da Comunidade Política Europeia.

O plano vai alinhar os Balcãs Ocidentais com o mercado único, facilitar a integração económica, acelerar a reforma judicial e anti-corrupção e aumentar o financiamento de pré-adesão.

Mas, esta semana, a região voltou a ser assombrada pelos seus eternos demónios. Manifestantes sérvios entraram em confronto com as forças de manutenção da paz da NATO, no norte do Kosovo, por causa de questões com autarcas kosovares de etnia albanesa.

Cenas chocantes de violência recordaram a todo o mundo que o ódio e o ressentimento mútuos continuam bem vivos. A euronews analisou a situação com Dragos Tudorache , eurodeputado romeno liberal que é membro da Comissão dos Assuntos Externos do Parlamento Europeu e da delegação para as relações da UE com o Kosovo. 

"Espero que a sensatez prevaleça de ambos os lados e que os líderes dêem provas dessa sensatez, o que, infelizmente, não temos visto nos últimos dias. Penso que ambas as partes precisam de pensar muito seriamente sobre os compromissos que assumiram. Gostaria muito ver sinais claros po rparte dos líderes do Kosovo e da Sérvia no sentido da desescalar a situação", explicou.

(Veja a entrevista na íntegra em vídeo)

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

França e Alemanha apelam à realização de novas eleições no Kosovo

Kosovo admite conflito mas diz que depende da Sérvia

NATO vai enviar mais 700 soldados para o Kosovo