NATO vai enviar mais 700 soldados para o Kosovo

A escalada da tensão leva a NATO a aumentar o contigente da força de manutenção da paz no Kosovo
A escalada da tensão leva a NATO a aumentar o contigente da força de manutenção da paz no Kosovo Direitos de autor AP Photo
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Com a escalada da tensão no norte do Kosovo, a NATO decidiu triplicar o contingente da KFOR, a força de manutenção da paz no território, que passa de 300 soldados para cerca de mil.

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As tropas da força de manutenção da paz liderada pela NATO (KFOR) reforçaram a segurança em torno dos edifícios municipais no norte do Kosovo.

Os soldados isolaram a zona onde, na segunda-feira, os confrontos com a etnia sérvia deixaram 30 soldados da KFOR feridos, na localidade de Zvecan, 45 quilómetros a norte da capital, Pristina.

Na origem da tensão está a eleição municipal, boicotada pelos sérvios e a contestação aos autarcas kosovares da minoria albanesa eleitos. 

A violência fez aumentar os receios de instabilidade neste ponto nevrálgico e sensível dos Balcãs. A NATO vai enviar mais 700 tropas para o Kosovo, a juntar às 300 já no terreno.

O secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, afirmou na terça-feira: "A KFOR, as forças da NATO, tomará todas as medidas necessárias para manter um ambiente seguro e protegido para todos os cidadãos do Kosovo, e continuaremos a agir imparcialmente em conformidade com o nosso mandato das Nações Unidas."

Nos bastidores, estão a ser envidados esforços diplomáticos intensos para atenuar a situação.

O Presidente sérvio, Aleksander Vucic, apelou aos embaixadores dos cinco - França, Alemanha, Itália, Reino Unido e Estados Unidos - para que garantam a segurança dos sérvios no Kosovo. 

Numa mensagem de vídeo divulgada na terça-feira à noite, o primeiro-ministro do Kosovo, Albin Kurti, insistiu que os presidentes de câmara eleitos a 23 de abril são os únicos com legitimidade para estar nos edifícios municipais. 

Os confrontos começaram na semana passada, quando os funcionários de etnia albanesa, eleitos em votações boicotadas pela esmagadora maioria dos sérvios, tentaram entrar nos edifícios municipais para tomar posse. 

A polícia do Kosovo disparou gás lacrimogéneo para dispersar a multidão e foi agredida pelos civis. Quando os soldados da KFOR intervieram para acalmar a situação foram também agredidos tendo resultado feridos cerca de 30 militares da força internacional e 50 civis.

Em reação, a Sérvia colocou as forças armadas do país no estado de alerta máximo e enviou mais tropas para a fronteira com o Kosovo.

Os sérvios, minoritários no Kosovo, mas maioritários na região norte, insistem que tanto os presidentes de câmara de etnia albanesa como a polícia do Kosovo devem abandonar o norte do Kosovo.

O Kosovo é uma antiga província da Sérvia, cuja declaração de independência de 2008 não é reconhecida por Belgrado. A maior parte da população é de etnia albanesa, mas o Kosovo tem uma minoria sérvia inquieta no norte do país, na fronteira com a Sérvia.

Belgrado e Pristina acusam-se mutuamente desta escalada. O confronto desencadeou uma série de esforços internacionais para acalmar a situação.

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