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Balcãs Ocidentais não devem esperar mais para entrar na UE, diz von der Leyen

Ursula von der Leyen promete tudo fazer para acelerar o alargamento da UE
Ursula von der Leyen promete tudo fazer para acelerar o alargamento da UE Direitos de autor European Union, 2023.
Direitos de autor European Union, 2023.
De  Vincenzo GenoveseIsabel Marques da Silva
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A entrada dos países dos Balcãs Ocidentais na União Europeia (UE) é uma prioridade cada vez mais urgente, considera a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, aludindo às mudanças geopolíticas criadas pela invasão russa da Ucrânia.

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"Finalmente compreendemos que não basta esperar que os nossos amigos de fora da União se aproximem de nós. Não basta dizer que a porta está aberta. Temos, também, de assumir a responsabilidade de trazer os aspirantes a membros da nossa União para muito mais perto de nós", disse Ursula von der Leyen, no discurso de abertura do Fórum GLOBSEC 2023, quarta-feira, em Bratislava, capital da Eslováquia.

Este tem sido um processo longo que pode ser desmotivador, alertou a líder do executivo comunitário, sobretudo quando há guerra num país europeu.

"As ondas de choque provocadas pela guerra de agressão de Putin também atingiram os nossos seis parceiros dos Balcãs Ocidentais. Mas isso só nos aproximou ainda mais", acrescentou a presidente da Comissão Europeia, que apresentou um "plano de crescimento" para a região, com quatro pontos.

A estratégia da UE para os Balcãs Ocidentais tem sido absolutamente miserável. Tem sido inconsistente, tem tido dois pesos e duas medidas, tem mantido os países dos Balcãs Ocidentais numa sala de espera desde 2004.
Judy Dempsey
Analista política no centro de estudos Carnegie Europe

A Comissão Europeia e vários Estados-membros vizinhos da região consideram que há riscos crescentes em manter o impasse com os candidatos oficiais da região: Albânia, Bósnia-Herzegovina, Macedónia do Norte,  Montenegro e Sérvia. A Bósnia-Herzegovina e o Kosovo são potenciais candidatos.

"A estratégia da UE para os Balcãs Ocidentais tem sido absolutamente miserável. Tem sido inconsistente, tem tido dois pesos e duas medidas, tem mantido os países dos Balcãs Ocidentais numa sala de espera desde 2004, quando ocorreu a grande cimeira da UE em Salónica, na Grécia", disse Judy Dempsey, analista política no centro de estudos Carnegie Europe, em entrevista à euronews.

"Houve um grande impulso optimista para integrar os Balcãs Ocidentais na UE mas, desde então, tem havido indiferença, exaustão e divisão por parte dos Estados-membros, que não sabem bem o que fazer com eles", acrescentou a analista.

Promessa de aceleramento

Apesar do receio de alguns líderes europeus de que o alargamento possa tornar a UE ainda mais difícil de gerir, Ursula von der Leyen está do lado dos candidatos.

"Até certo ponto, esta é uma nova abordagem para a União Europeia: Não pedimos apenas aos nossos parceiros que dêem novos passos em direção a nós. Nós também damos um grande passo em direção a eles. O nosso objetivo comum é acelerar a sua aproximação à UE", disse a presidente do executivo europeu, no seu discurso.

De acordo com o atual calendário, os países dos Balcãs Ocidentais deverão começar em breve a integrar algumas áreas de cooperação comunitária, sobretudo ao nível dos desafios digitais tais como comércio eletrónico, cibersegurança e serviços de pagamentos.

Mas poderá ser pouco e lento para os países que há muito estão à espera de entrar no clube e onde aumentam as tensões, como é o caso da fronteira da Sérvia com o Kosovo.

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