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Países dos Balcãs Ocidentais pedem nova abordagem para entrar na UE

Edi Rama
Edi Rama Direitos de autor Javier Etxezarreta/EFE/
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De  Aida Sanchez AlonsoIsabel Marques da Silva
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Cansados de esperar para entrar na União Europeia (UE), os países dos Balcãs Ocidentais precisam de um nova abordagem, disse o líder da Albânia. Edi Rama foi um dos participantes na cimeira da Comunidade Política Europeia, quinta-feira, na cidade espanhola de Granada.

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"Devemos ser realistas e não devemos olhar para o dedo enquanto o dedo mostra a lua e acreditar que esta Europa a 27, que está a ter muitas dificuldades em tomar decisões compatas, em ter pensamento estratégico e planeamento, pode ser alargada a 33, 35 ou 37 em breve", disse  Edi Rama, primeiro-ministro da Albânia.

"Por isso, em vez do "nada ou tudo" para nós, os membros que não pertencem à UE, deve ser encontrada uma nova abordagem. E se não o estão a fazer, isso deveria ser considerado"; acrecentou, em declarações em Granada (Espanha), onde decorreu a cimeira da Comunidade Política Eurooeia, que congrega 45 países, incluindo os dos Balcãs Ocidentais.

Os candidatos desta região começam a descrer das promessas de líderes da União, nomeadamente da presidente da comissão europeia, Ursula von der Leyen que, no início deste verão, disse que os seis países dos Balcãs Ocidentais "não devem esperar mais".

"Finalmente compreendemos que não basta esperar que os nossos amigos de fora da União se aproximem de nós. Não basta dizer que a porta está aberta. Temos, também, de assumir a responsabilidade de trazer os aspirantes a membros da nossa União para muito mais perto de nós", dissevon der Leyen, no discurso de abertura do Fórum GLOBSEC 2023, em Bratislava, capital da Eslováquia.

Afinal, a promessa vem da cimeira da UE em Salónica, na Grécia, em 2004, há quase duas décadas.

O Presidente da Sérvia, Aleksandar Vučić, também disse à Euronews que algo tem de mudar com urgência: "Não importa o quê, porque houve algumas - durante diferentes conversas - ideias novas". 

"Se podemos obter primeiro vias verdes [de transporte], depois [acesso ao] mercado económico único, o que quer que seja, precisamos de avançar. Temos de nos mexer. Caso contrário, sentiremos um cansaço maior do que nos Estados-membros europeus", referiu.

Ainda não há um calendário e método claros, mas começa a ganhar terreno a ideia da integração por fases em diferentes políticas, à medida que forem sendo concluídas reformas.

Os seis países desta região, que estão em diferentes fase de negociação, são a Albânia, a Sérvia, a Bósnia-Herzegovina, o Kosovo e a Macedónia do Norte e Montenegro.

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