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Biden reforça papel dos EUA na luta pela paz na Urânia

Joe Biden, a primeira-dama Jill Biden; Emmanuel Macron e a sua mulher Brigitte Macron sobem ao palco no 80.º aniversário do Dia D.
Joe Biden, a primeira-dama Jill Biden; Emmanuel Macron e a sua mulher Brigitte Macron sobem ao palco no 80.º aniversário do Dia D. Direitos de autor Evan Vucci/Copyright 2024 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Evan Vucci/Copyright 2024 The AP. All rights reserved
De  Euronews
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Nas celebrações do 80.º aniversário do Dia D, onde Joe Biden e Volodymyr Zelenskyy se encontram, o tema da guerra na Ucrânia foi central. Presidente EUA quer continuar a estar presente nas negociações pela paz

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No dia em que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, chega a França para as celebrações do 80.º aniversário do Dia D, o presidente Joe Biden, reforçou a importância dos EUA nas negociações de paz na Ucrânia. "Não nos vamos afastar porque, se o fizermos, a Ucrânia será subjugada e não acabará aí", disse Biden. "Os vizinhos da Ucrânia serão ameaçados, toda a Europa será ameaçada", alertou ainda.

Joe Biden aproveitou o discurso no memorial do Dia D para fazer este paralelo entre os dois episódios da História: a luta pela libertação do controlo nazi na Segunda Guerra Mundial e a luta da Ucrânia face à agressão russa. "É impensável rendermo-nos aos agressores. Se o fizéssemos, estaríamos a esquecer o que aconteceu aqui nestas praias sagradas", afirmou, referindo-se às cinco praias da Normandia onde há 80 anos as tropas aliadas desembarcaram.

O Dia D foi a maior operação militar por mar da história, e Biden recordou-a como uma "ilustração poderosa de como as alianças, alianças reais nos tornam mais fortes". Para o líder democrata esta é uma lição que espera que os norte-americanos nunca esqueçam.

O comentário do presidente dos EUA não é indiferente aos compromissos norte-americanos no que diz respeito a matérias diplomáticas que estão em jogo nas próximas eleições presidenciais.

Donald Trump, que deverá concorrer pelo partido republicano, já admitiu que não defenderá aliados europeus que são "irresponsáveis" no que toca à despesa em segurança e defesa.

O possível regresso de Trump à Casa Branca tem deixado muitos líderes europeus apreensivos, que receiam que a unidade transatlântica, que foi selada com sangue no Dia D e fortalecida na resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia, possa estar em risco.

Até aqui Trump tem manifestado pouco entusiasmo pela defesa da Ucrânia, criticando o "fluxo interminável" de ajuda fornecida pelos cofres norte-americanos e defendendo que deve ser a Europa a assumir este fardo.

O presidente ucraniano também esteve na Normandia na quinta-feira e deve encontrar-se com Biden em Paris na sexta-feira. Volodymyr Zelenkyy espera que as novas entregas de munições dos Estados Unidos, após meses de atraso, possam ajudar a conter os avanços russos no campo de batalha.

A Ucrânia está a lutar para conter os avanços russos no território mais a leste do país, incluindo as regiões fronteiriças de Kharkiv e Donetsk. A ofensiva russa tem em vista explorar a escassez de munições e tropas ucranianas ao longo da linha de frente de cerca de 1.000 quilómetros.

A Ucrânia enquadrou o conflito como um confronto entre a liberdade democrática ocidental e a tirania russa. De visita a França por ocasião das comemorações do Dia D, Zelenskyy tenciona reforçar os apelos por mais ajuda ocidental para travar aquele que é o maior conflito em solo europeu desde a Segunda Guerra Mundial.

Apesar de num número cada vez mais reduzido, estiveram ainda presentes nas comemorações soldados veteranos da Segunda Guerra Mundial. Os ex-combatentes juntaram-se a esta nova geração de líderes para homenagear os mortos, os vivos e a luta pela democracia.

O presidente Emmanuel Macron condecorou ainda 11 veteranos norte-americanos com a Legião de Honra, a mais alta distinção francesa.

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