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Chanceler alemão diz que uma futura conferência sobre a paz na Ucrânia deve incluir a Rússia

Guardas de honra disparam para o ar durante a cerimónia fúnebre de seis militares ucranianos mortos num ataque com foguetes russos, 7 de setembro de 2024
Guardas de honra disparam para o ar durante a cerimónia fúnebre de seis militares ucranianos mortos num ataque com foguetes russos, 7 de setembro de 2024 Direitos de autor  Evgeniy Maloletka/Copyright 2024 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Evgeniy Maloletka/Copyright 2024 The AP. All rights reserved
De Euronews com AP, EBU
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Uma anterior conferência internacional de paz, realizada em junho na Suíça, terminou com 78 países a manifestarem o seu apoio à "integridade territorial" da Ucrânia mas, sem a participação da Rússia, o caminho a seguir ficou por definir.

O chanceler alemão, Olaf Scholz, disse numa entrevista que tanto ele como o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, defendem que a Rússia deve ser incluída numa futura conferência de paz destinada a pôr fim à guerra na Ucrânia.

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Scholz também apelou à intensificação dos esforços para resolver o conflito.

"Acredito que este é o momento em que devemos discutir como sair desta situação de guerra mais rapidamente", disse Scholz, em declarações à televisão pública alemã ZDF.

"Haverá certamente uma nova conferência de paz, e o presidente [Zelenskyy] e eu concordamos que deve ser uma conferência com a presença da Rússia", afirmou.

Uma anterior conferência internacional de paz, realizada em junho, na Suíça, terminou com 78 países a manifestarem o seu apoio à "integridade territorial" da Ucrânia, tendo ficado pouco claro qual o caminho a seguir. A Rússia não participou nestas conversações.

O chanceler alemão está a enfrentar grande descontentamento político no seu país, devido à constante ajuda financeira e militar à Ucrânia. O ministro da Defesa Boris Pistorius anunciou na cimeira do Grupo de Contacto para a Defesa da Ucrânia, que se realizou na semana passada, na base aérea alemã de Rammstein, que Berlim vai fornecer ajuda militar adicional a Kiev.

O descontentamento político na Alemanha também cresceu, em particular, após os partidos populistas, que se opõem ao fornecimento de armamento a Kiev, terem tido bons resultados nas eleições estatais de 1 de setembro, em detrimento dos partidos da coligação governamental de três partidos liderada por Scholz.

Bombeiros apagam chamas em carros no pátio de um prédio após um ataque com mísseis das Forças Armadas da Ucrânia, na cidade de Belgorod, 2 de setembro de 2024
Bombeiros apagam chamas em carros no pátio de um prédio após um ataque com mísseis das Forças Armadas da Ucrânia, na cidade de Belgorod, 2 de setembro de 2024 AP/Belgorod region governor Vyacheslav Gladkov telegram channel

O presidente da Ucrânia pediu aos participantes na cimeira do Grupo de Contacto para a Defesa da Ucrânia que acelerassem a entrega de equipamento militar a Kiev.E insistiu na necessidade de ser dada autorização para a utilização dessas armas de modo a atingir alvos no interior da Rússia.

Nessa reunião, o secretário da Defesa dos EUA, Lloyd Austin, afirmou que a administração Biden iria anunciar outro pacote de ajuda militar no valor de 250 milhões de dólares [225 milhões de euros]. Também o Reino Unido revelou que iria enviar um pacote de 650 mísseis de defesa aérea.

"O mais importante para nós agora, no início do outono, é reforçar a posição da Ucrânia e dos ucranianos, proteger as nossas cidades e aldeias do terror russo e, claro, dar mais oportunidades aos nossos soldados na frente de batalha", disse Zelenskyy no seu discurso noturno em vídeo, no domingo.

"Agradeço a todos os que trabalham e lutam pela Ucrânia, pelo nosso povo e pelos nossos interesses, os interesses do nosso país, o Estado ucraniano. Todos os dias, todas as semanas, devemos tornar a Ucrânia mais forte", acrescentou.

No campo de batalha, o governador da região russa de Belgorod publicou na noite de domingo fotografias que, segundo ele, mostram as consequências do bombardeamento ucraniano na aldeia de Nikolskoe. Vyacheslav Gladkov referiu ainda que um ataque ucraniano com mísseis danificou dois edifícios residenciais e feriu três pessoas.

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que dois drones foram abatidos, durante a madrugada, na região de Belgorod, e outro na região de Kursk.

Na Ucrânia, os combates prosseguem perto da cidade de Pokrovsk. Mais de 20.000 pessoas permanecem na localidade, apesar de as autoridades ucranianas continuarem a retirar residentes daquela que é considerada uma cidade estrategicamente importante.

Um recente ataque aéreo russo atingiu uma subestação de eletricidade local, deixando muitos residentes sem energia.

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