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Exclusivo: Países Baixos vão propor novas sanções contra o Irão após a repressão dos protestos

A chefe da política externa da União Europeia, Kaja Kallas, fala com os meios de comunicação social em Bruxelas.
A chefe da política externa da União Europeia, Kaja Kallas, fala com os meios de comunicação social em Bruxelas. Direitos de autor  AP Photo AP
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De Maïa de la Baume & Maria Tadeo
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As sanções propostas incluem o congelamento de bens de novas pessoas envolvidas na recente repressão dos protestos iranianos, que terá ceifado centenas de vidas desde o início das manifestações, há quase duas semanas.

Os embaixadores da UE vão analisar uma proposta holandesa para um novo pacote de sanções contra o Irão, na sequência da repressão dos manifestantes, disseram dois diplomatas à Euronews.

As sanções propostas seriam abrangidas pelo regime de sanções da UE em matéria de direitos humanos contra o Irão e iram juntar-se a uma vasta gama de proibições de viagem e congelamento de bens que já estão em vigor.

"Incluirão o congelamento de bens de novos indivíduos", disse um dos diplomatas, acrescentando que a questão será discutida ainda hoje, quando os 27 embaixadores do Comité Político e de Segurança se reunirem em Bruxelas.

A chefe da política externa da UE, Kaja Kallas, já deu a entender que o bloco está preparado para impor novas sanções ao Irão, na sequência de uma repressão que terá ceifado centenas de vidas desde o início dos protestos, há quase duas semanas.

O número de mortos continua a aumentar. Na segunda-feira, o grupo Iran Human Rights, com sede na Noruega, afirmou que pelo menos 648 manifestantes foram mortos pelas forças de segurança iranianas.

A adoção de novas sanções da UE representaria um seguimento concreto da onda de críticas dirigidas ao regime iraniano pelos líderes ocidentais.

O presidente francês Emmanuel Macron denunciou aquilo a que chamou "violência de Estado" dirigida aos manifestantes iranianos, enquanto o chanceler alemão Friedrich Merz afirmou que o recurso do Irão a "violência desproporcionada e brutal" era "um sinal de fraqueza".

As novas medidas vêm juntar-se a um vasto regime de sanções já impostas ao Irão em resposta a graves violações dos direitos humanos, atividades de proliferação nuclear e apoio militar à guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia.

A UE sancionou mais de 230 iranianos, incluindo o ministro do Interior do país, Ahmad Vahidi, membros do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica e mais de 40 outras entidades.

No entanto, a abordagem da UE à atual crise contrasta fortemente com as ameaças militares dos EUA.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou recentemente que iria "bater com muita força" se os líderes iranianos matassem manifestantes. Embora não tenha sido tomada nenhuma decisão, os meios de comunicação social dos EUA afirmam que o presidente norte-americano está a ser informado sobre novas opções para possíveis ataques militares no país.

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