Newsletter Boletim informativo Events Eventos Podcasts Vídeos Africanews
Loader
Encontra-nos
Publicidade

Parlamento Europeu proíbe diplomatas iranianos para evitar "legitimar o regime"

Presidente do Parlamento Europeu Roberta Metsola
Presidente do Parlamento Europeu Roberta Metsola Direitos de autor  Copyright 2025 The Associated Press. All rights reserved.
Direitos de autor Copyright 2025 The Associated Press. All rights reserved.
De Jorge Liboreiro & Vincenzo Genovese
Publicado a
Partilhar Comentários
Partilhar Close Button

A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, anunciou a decisão no momento em que governos de todo o mundo condenam a repressão mortal dos manifestantes no Irão.

Todos os diplomatas e representantes iranianos serão proibidos de entrar nas instalações do Parlamento Europeu. A medida surge em resposta à repressão do Irão contra os manifestantes no país, anunciou hoje a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola.

"Esta Assembleia não ajudará a legitimar este regime que se tem sustentado através da tortura, da repressão e do assassínio", escreveu Metsola na rede social X.

A proibição aplicar-se-á a todas as instalações do Parlamento Europeu em Bruxelas, Estrasburgo e Luxemburgo, e manter-se-á em vigor até ser revogada por decisão de outro presidente.

A União Europeia prepara-se para impor novas sanções ao país após a repressão dos manifestantes.

Na segunda-feira, um porta-voz da Comissão Europeia confirmou que Bruxelas estava a trabalhar em sanções "novas e mais severas" contra o regime iraniano, utilizando um "quadro jurídico específico" para atingir indivíduos e entidades acusados de "graves violações e abusos dos direitos humanos".

"Esta é uma decisão que os Estados-membros devem tomar por unanimidade", afirmou o porta-voz da Comissão.

Os eurodeputados referiram ainda que o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC), uma força fortemente armada sob o comando direto do Ayatollah, já se encontrava sob sanções da UE, mas ainda não tinha sido designado como organização terrorista, uma questão que tem vindo a ser discutida há vários anos.

De acordo com as regras atuais, a inclusão de uma nova pessoa ou entidade na lista de terroristas do bloco requer uma decisão emitida por um órgão judicial de um dos 27 Estados-membros.

No final de 2024, os funcionários da UE encontraram a base jurídica numa decisão emitida pelo Tribunal Regional Superior de Düsseldorf, que considerou que o ataque de 2022 contra a sinagoga de Bochum, no oeste da Alemanha, tinha sido iniciado por uma agência estatal iraniana.

Apesar do avanço, a discussão estagnou e nunca houve qualquer decisão de seguimento.

Alemanha, França e Países Baixos estão entre os Estados-membros que já manifestaram o seu apoio a esta medida. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o Parlamento Europeu também apoiaram a ideia.

Os EUA e o Canadá já classificam oficialmente o IRGC como uma entidade terrorista.

As declarações da UE e as últimas discussões surgem num momento em que o número de mortos no Irão continua a aumentar na sequência das manifestações que eclodiram em 28 de dezembro, devido ao colapso da moeda iraniana.

De acordo com um relatório da Agência de Notícias dos Ativistas dos Direitos Humanos, sediada nos EUA, mais de 10 600 pessoas foram detidas e mais de 500 foram mortas durante duas semanas de protestos crescentes.

Das vítimas mortais registadas, 48 eram agentes de segurança e 496 eram manifestantes.

Entretanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, convocou os chefes de missão europeus. De acordo com fontes diplomáticas, os embaixadores manifestaram a sua preocupação com a repressão do governo.

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários

Notícias relacionadas

Kallas defende novas sanções contra o Irão após mortes na repressão a manifestantes

Não intervenham" no Irão, diz antigo primeiro-ministro francês à Euronews

Turim: manifestação contra encerramento de centro social acaba com violência