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França: organizar raves em vias de se tornar crime passível de até dois anos de prisão, avisa Nuñez

Laurent Nuñez saúda os membros da proteção civil, em Cornusse, a 3 de maio de 2026
Laurent Nuñez cumprimenta membros da proteção civil, Cornusse, 3 de maio de 2026. Direitos de autor  Kenzo Tribouillard/Pool Photo via AP
Direitos de autor Kenzo Tribouillard/Pool Photo via AP
De Alexander Kazakevich
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O ministro francês do Interior, em Cornusse, prometeu reforçar a repressão aos ajuntamentos festivos ilegais. À medida que o Teknival começa a esvaziar-se. Participantes recebem multas em série.

Regressa às suas terras. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, deslocou-se este domingo, 3 de maio, a Cornusse, na localidade de Cher, Bourges, onde, desde sexta-feira, decorre uma gigantesca free party num campo de tiro do exército francês, até agora sem incidentes de maior.

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No local, o ministro sobrevoou o acampamento, que acolheu entre 17 mil e 40 mil pessoas vindas de toda a Europa, a bordo de um helicóptero da Gendarmaria Nacional, e visitou um posto médico instalado junto ao local do evento.

A escolha do local não é inocente: num comunicado, publicado no sábado, que imita um despacho do representante do Estado, os organizadores lembram que o ministro é natural de Bourges, capital da província. Explicam que querem ocupar simbolicamente o polígono de tiro para aí "celebrar a alegria e a entreajuda", numa mensagem antimilitarista e de contestação da política repressiva do Estado em relação aos ravers.

A resposta do executivo é clara: nenhuma cedência. Laurent Nuñez declarou perante a comunicação social que estas reivindicações apenas vão "reforçar a determinação do Governo em reprimir melhor este tipo de organização ilegal que os nossos concidadãos não compreendem".

Nuñez denunciou a "despreocupação" dos participantes que "invadem" este terreno "em desrespeito pela vida que aí se desenrola, em desrespeito pelas perturbações que isso cria".

Laurent Nuñez anunciou também que o Governo vai continuar a defender o projeto de lei "Ripost", aprovado em Conselho de Ministros no final de março, que endurece as sanções contra as free parties não declaradas.

"Organizar agora uma rave party passará a ser um crime punido com dois anos de prisão e 30 mil euros de multa", insistiu, acrescentando que será igualmente criado um crime de participação nestes eventos.

Quando os primeiros festivaleiros começaram a deixar o local, na tarde de domingo, o ministro avisou que todos os que "saírem do Teknival serão autuados a dobrar" – por intrusão em terreno militar ou por incumprimento do despacho do representante do Estado.

As autoridades, apanhadas de surpresa numa primeira fase, montaram rapidamente um importante dispositivo de segurança. Mais de 600 gendarmes continuam mobilizados nos acessos ao Tekníval.

Segundo um balanço provisório comunicado pelo ministro, 33 pessoas foram assistidas pelos serviços de socorro, 12 das quais transportadas para o hospital, "em parte devido ao consumo de estupefacientes".

Desde o início, as forças de segurança tinham alertado para os riscos "pirotécnicos" ligados à possível presença de munições não detonadas neste campo de tiro, ainda recentemente utilizado para testes do canhão Caesar.

A representação do Estado no departamento tinha sinalizado no sábado a descoberta de um primeiro obus junto a uma estrada departamental, na periferia do recinto. Um segundo engenho, entretanto encontrado, está atualmente "a ser neutralizado", precisou Laurent Nuñez.

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