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Áustria expulsa funcionários da embaixada russa por suspeita de espionagem

Vista da embaixada russa em Viena, 19 de março de 2010
Vista da embaixada russa em Viena, 19 de março de 2010 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Gavin Blackburn
Publicado a Últimas notícias
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A embaixada russa declarou em comunicado na segunda-feira que tinha tomado nota da decisão "ultrajante" da Áustria relativamente aos seus funcionários.

A Áustria expulsou três funcionários da embaixada russa suspeitos de espionagem através de antenas em edifícios diplomáticos russos, informou o ministério dos Negócios Estrangeiros na segunda-feira.

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O ministério confirmou uma notícia veiculada no domingo pela emissora pública austríaca ORF, segundo a qual as autoridades suspeitavam que os três diplomatas estavam envolvidos em atividades de espionagem utilizando antenas nos telhados da Embaixada da Rússia em Viena e num complexo diplomático no distrito de Donaustadt.

As instalações permitiram à Rússia intercetar dados transmitidos por organizações internacionais sediadas em Viena através da Internet via satélite, informou a ORF.

A Áustria acolhe várias agências da ONU, incluindo a Agência Internacional de Energia Atómica, bem como a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa.

"A espionagem é um problema de segurança para a Áustria. Neste governo, mudámos de rumo e estamos a tomar medidas decisivas contra ela", afirmou a ministra dos Negócios Estrangeiros austríaca, Beate Meinl-Reisinger, em comunicado.

"Deixámos isto bem claro ao lado russo, também no que diz respeito ao conjunto de antenas na embaixada russa. Uma coisa é clara: é inaceitável que a imunidade diplomática seja utilizada para fazer espionagem."

A ministra dos Negócios Estrangeiros da Áustria, Beate Meinl-Reisinger, chega para uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE no edifício do Conselho Europeu em Bruxelas, 16 de março de 2026
A ministra dos Negócios Estrangeiros da Áustria, Beate Meinl-Reisinger, chega para uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE no edifício do Conselho Europeu em Bruxelas, 16 de março de 2026 AP Photo

Os países da Europa Ocidental e a Rússia expulsaram os diplomatas uns dos outros em várias ocasiões desde a invasão total da Ucrânia por Moscovo, em fevereiro de 2022.

A Áustria, membro da União Europeia com uma política de neutralidade militar, estava inicialmente hesitante em tomar tais medidas, mas recentemente expulsou mais diplomatas russos.

Segundo a ORF, o embaixador russo foi chamado ao ministério dos Negócios Estrangeiros em abril por causa das atividades dos diplomatas. Foi pedido ao lado russo que levantasse a imunidade dos diplomatas para permitir que os procuradores prosseguissem com a investigação, mas este recusou, o que levou às expulsões, informou a ORF. Os diplomatas já deixaram a Áustria, segundo a ORF.

Na sua declaração, a ministra dos Negócios Estrangeiros afirmou que a Áustria estava atualmente a reforçar a lei da espionagem para evitar casos semelhantes.

A legislação atualmente em vigor só pune a espionagem por parte de serviços estrangeiros se esta visar interesses austríacos. De acordo com a agência noticiosa austríaca, as alterações propostas pelo governo prevêem proteções semelhantes para as organizações internacionais.

A Embaixada da Rússia afirmou, em comunicado, que tomou nota da decisão "ultrajante" da Áustria relativamente aos seus funcionários.

Moscovo irá reagir com firmeza, segundo o comunicado, acrescentando que "Viena tem total responsabilidade pela deterioração das relações bilaterais, que já se encontram num nível historicamente baixo".

Outras fontes • AP

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