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Gordon Brown regressa à política ativa pela mão de Keir Starmer

Gordon Brown será conselheiro de Starmer
Gordon Brown será conselheiro de Starmer Direitos de autor  Lefteris Pitarakis/AP
Direitos de autor Lefteris Pitarakis/AP
De Ricardo Figueira
Publicado a Últimas notícias
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No rescaldo de umas eleições autárquicas desastrosas para os trabalhistas no poder, o primeiro-ministro britânico foi buscar dois pesos-pesados do "New Labour" para conselheiros do governo: o seu antecessor Gordon Brown e a ex-"número dois" Harriet Harman.

Após os resultados das eleições autárquicas no Reino Unido, que foram um forte revés para o governo trabalhista de Keir Starmer, o primeiro-ministro britânico foi buscar um peso-pesado para o seu executivo: ninguém menos que o seu antecessor Gordon Brown, artesão do "New Labour" juntamente com Tony Blair. Brown, agora com 75 anos, foi primeiro-ministro entre 2007 e 2010 e antes foi ministro das Finanças no governo de Blair durante dez anos.

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Brown não vai ter um posto oficial de ministro neste governo, mas será o "enviado especial do primeiro-ministro para as Finanças Globais e Cooperação". É um regresso à vida política ativa, após mais de dez anos na sombra. Assumiu brevemente o mandato de deputado após deixar o número 10 da Downing Street, mas não procurou a reeleição em 2014.

Num post no X, Starmer destacou as qualidades de Brown como ministro das Finanças que mais tempo ocupou o cargo e alguém "bem posicionado para trabalhar com os nossos aliados internacionais na construção de um Reino Unido mais forte e reforçar a segurança e a resiliência do país", colocando um vídeo em que diz que "juntos, irão construir um Reino Unido mais forte e mais justo". O comunicado emitido pelo gabinete do primeiro-ministro enfatiza que o cargo de Brown não é remunerado e é a tempo parcial.

Gordon Brown não foi o único "peso-pesado" do New Labour que Starmer foi buscar, ao nomear também Harriet Harman para o cargo de "conselheira do primeiro-ministro para as Mulheres e Raparigas". Harman, igualmente com 75 anos, foi a "número dois" do Partido Trabalhista entre 2007 e 2015, tendo exercido a liderança em períodos transitórios, e ministra das Mulheres e Igualdade nos governos de Blair e Brown.

Starmer justifica a escolha com o seu empenho em "combater a misoginia estrutural que constitui um obstáculo para demasiadas mulheres e raparigas".

Nas autárquicas de quinta-feira, os trabalhistas tiveram o pior resultado desde 1995, com um forte avanço do partido populista de direita Reform UK, de Nigel Farage, que ameaça acabar com o bipartidarismo no Reino Unido. O governo está igualmente enfraquecido pela nomeação, e posterior exoneração, de Peter Mandelson como embaixador nos EUA. O antigo ministro trabalhista está envolvido no escândalo sexual que tem como figura central o magnata norte-americano Jeffrey Epstein.

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