Entre os presentes estiveram o primeiro-ministro belga Bart de Wever, o secretário-geral da NATO Mark Rutte e a presidente do Parlamento Europeu Roberta Metsola.
Milhares de convidados, entre diplomatas, responsáveis políticos e militares, participaram este domingo, em Bruxelas, num evento organizado pela Embaixada dos Estados Unidos na Bélgica para assinalar o 250.º aniversário da independência norte-americana.
"A Embaixada dos Estados Unidos na Bélgica irá organizar uma celebração apenas por convite para assinalar este marco histórico: 250 anos de independência: a construir o nosso futuro em conjunto".
A celebração decorreu no Parc du Cinquantenaire, um parque emblemático da capital belga, perto das instituições da União Europeia. Os convidados experimentaram jogar basebol, montaram num touro mecânico e participaram numa dança em linha.
As festividades incluíram também música, atuações e um sobrevoo cerimonial, e encerram-se com um espetáculo de drones e fogo de artifício.
O embaixador dos Estados Unidos na Bélgica, Bill White, abriu a cerimónia. Entre os presentes estavam o primeiro-ministro belga, Bart De Wever, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, e a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola.
Numa publicação na rede social X, Metsola assinalou 250 anos de parceria transatlântica, que resistiu tanto a triunfos como a desafios.
Muitos militares norte-americanos estacionados na capital belga marcaram igualmente presença.
Questionado sobre o financiamento, o embaixador norte-americano afirmou ter angariado mais de cinco milhões de dólares junto de mais de 220 doadores, segundo a imprensa belga.
Contribuíram tanto empresas norte-americanas como belgas, bem como particulares, de acordo com White. Entre os patrocinadores contam-se multinacionais norte-americanas como a Meta, a Microsoft, a Nike e a McDonald's, a par de empresas belgas como a Leonidas, o Porto de Antuérpia-Bruges, a Sabena, a Van Moer Logistics e a Sibelco.
Bélgica: críticas à privatização de espaço público
O evento suscitou, porém, fortes críticas entre moradores da zona e numerosas organizações.
Na manhã de domingo, a Greenpeace desenrolou uma faixa gigante na histórica Grand-Place, na capital belga.
A faixa, com 600 metros quadrados, dizia “Guerra. Ganância. Crise energética. O que há para celebrar?", condenando "a utilização da ocasião para promover a agenda política e empresarial de Trump», escreveu a Greenpeace em comunicado.
"A celebração em Bruxelas decorre num contexto de intensificação da instabilidade global, alimentada pela Casa Branca", acrescenta a nota da ONG.
Fora do perímetro de segurança do parque, vários grupos de ativistas, entre eles a Extinction Rebellion, a Indivisible Belgium e a Rise for Climate, denunciaram o evento, protestando contra a privatização do parque público.
Moradores da zona manifestaram igualmente descontentamento, criticando a falta de informação sobre o evento e o encerramento, durante vários dias, de um dos maiores parques públicos da cidade, numa altura em que uma onda de calor tem afetado a Europa ao longo da última semana.