O presidente turco ofereceu a todos os líderes que participaram na cimeira um revólver personalizado com seis munições. Luís Montenegro já entregou a arma à PSP que irá fazer as devidas perícias.
Luís Montenegro foi um dos presenteados com um revólver personalizado e seis balas, oferecidos pelo presidente turco Recep Tayyip Erdoğan, após a cimeira da NATO, realizada em Ancara, na Turquia.
O objeto foi oferecido a todos os líderes que participaram no encontro, incluindo António Costa e Ursula von der Leyen.
Após receber o inusitado presente e perceber do que se tratava, Montenegro entregou a arma ao seu serviço de segurança pessoal, que a transportou para Portugal. Segundo uma fonte do gabinete do primeiro-ministro citada pela agência Lusa, o revólver já se encontra no Departamento de Armas e Explosivos da PSP, "onde será feita a devida perícia para efeitos da determinação das normas legais aplicáveis".
O gabinete do primeiro-ministro não divulgou imagens da arma nem mais detalhes sofre a oferta.
Já a presidência da Lituânia divulgou imagens do presente turco, que rapidamente foram disseminadas pelas redes sociais e canais de informação.
Também o primeiro-ministro húngaro, Peter Magyar, partilhou uma fotografia do "presente incomum" do presidente turco.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, foi o primeiro a dar conta do presente. A arma vinha personalizada com o nome do destinatário e foi entregue numa caixa vermelha, forrada a preto.
Além das seis balas compatíveis com o dispositivo, estava ainda uma nota a insentar os objetos dos controlos de exportação. No caso do líder britânico, a arma ficou na Turquia, junto de oficiais do país, para que seja desativada antes de ser devolvida.
Um porta-voz da presidente da Comissão Europeia informou que Von der Leyen "expressou os seus agradecimentos" a Erdoğan pelo presente. A arma oferecida será desativada, de forma a garantir que não pode disparar balas reais, e doada a um museu militar, segundo informou o porta-voz.
Um responsável do Conselho Europeu afirmou que a arma oferecida ao presidente do Conselho Europeu, António Costa, seria importada de acordo com a legislação belga.