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Ucrânia e nove países europeus formam coligação antimíssil

Presidente francês, Emmanuel Macron, à direita, conversa com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, Paris, 13 de julho de 2026
Presidente francês, Emmanuel Macron, à direita, conversa com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, Paris, 13 de julho de 2026 Direitos de autor  Tom Nicholson/Pool Photo via AP
Direitos de autor Tom Nicholson/Pool Photo via AP
De Evelyn Ann-Marie Dom
Publicado a Últimas notícias
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A criação da coligação antimíssil surge perante a ameaça crescente sobre a Europa. A declaração afirma que vai atuar de forma "puramente defensiva".

Nove países europeus e a Ucrânia anunciaram a criação de uma coligação para desenvolver capacidades antibalísticas da Europa e proteger o continente.

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"Consideramos que a proteção da Europa exige uma solução global, assente numa arquitetura integrada de defesa antimíssil, capaz de dissuadir e neutralizar futuras ameaças de mísseis", lê-se numa declaração conjunta da Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Noruega, Espanha, Suécia, Ucrânia e Reino Unido.

"Perante a ameaça balística, fazemos uma escolha clara: proteger a Ucrânia, reforçar a nossa segurança coletiva e construir a Europa da defesa", escreveu o presidente francês, Emmanuel Macron, na rede X.

A declaração surge à margem da Coligação dos Interessados, que reúne em Paris, entre esta segunda e terça-feira, pelo menos 25 chefes de Estado ou de governo para debater o apoio à Ucrânia e o aumento da pressão sobre a Rússia.

Antes da reunião, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, encontrou-se com Macron e afirmou que os dois "falaram em detalhe sobre a situação na frente e sobre as necessidades da Ucrânia na proteção dos civis contra os ataques russos".

"É importante fortalecer a Ucrânia, reforçar as nossas defesas aéreas e acelerar o desenvolvimento das capacidades antibalísticas da Europa", afirmou Zelenskyy, acrescentando que "a França dispõe precisamente das capacidades e das tecnologias avançadas necessárias para ajudar".

Segundo a presidência francesa, esta cimeira, a decorrer em Paris e coorganizada com o Reino Unido, vai defender um cessar-fogo e a retoma das negociações de paz.

Reunidos no Hôtel des Invalides, os aliados pretendem "reforçar" um renovado sentido de unidade e cooperação em apoio à Ucrânia, de acordo com a presidência francesa.

Estes compromissos baseiam-se nas promessas feitas recentemente na cimeira do G7 em Évian e na cimeira da NATO em Ancara, onde os aliados acordaram enviar 70 mil milhões de euros em ajuda militar para Kiev este ano.

Incêndio num edifício residencial após um ataque de drones russos em Zaporíjia, na Ucrânia, 12 de julho de 2026.
Incêndio num edifício residencial após um ataque de drones russos em Zaporíjia, na Ucrânia, 12 de julho de 2026. AP Photo/Kateryna Klochko

A coligação foi, entretanto, alargada para 37 países, que se reúnem presencialmente e por videoconferência. Dois dos novos membros, a Moldávia e a Macedónia do Norte, devem participar pela primeira vez neste encontro.

O Kremlin desvalorizou, a cimeira, classificando-a como uma "coligação de belicistas" em que os líderes "não querem a paz".

França: Europa defende a liberdade a qualquer custo

A reunião realiza-se na véspera do feriado nacional francês, o Dia da Bastilha.

Num discurso às forças armadas, antes da reunião dos aliados da Ucrânia, Macron disse que a Europa vai defender a liberdade e os direitos a qualquer custo.

"A mensagem que enviamos ao mundo é a seguinte: sim, a paz é o nosso objetivo. Sim, prezamos a liberdade e os direitos. E sim, estamos prontos para combater para os defender sempre, mesmo ao preço de sangue, se necessário", declarou o presidente francês.

Presidente francês, Emmanuel Macron, discursa para as forças armadas na véspera do desfile do Dia da Bastilha, Paris, 13 de julho de 2026.
Presidente francês, Emmanuel Macron, discursa para as forças armadas na véspera do desfile do Dia da Bastilha, Paris, 13 de julho de 2026. AP Photo/Thomas Padilla, Pool

"Daqui a alguns anos, teremos construído novas capacidades na Europa e teremos desencadeado um despertar estratégico", acrescentou Macron, sublinhando que "a Europa se está a tornar uma potência" que "está pronta para se defender".

Zelenskyy está em Paris entre segunda e terça-feira. Todos os líderes são esperados no desfile militar nos Campos Elísios, no centro da capital francesa, no dia nacional.

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