Primeira intervenção pública do presidente do governo espanhol após a condenação do irmão David Sánchez; o ato decorreu sem perguntas dos jornalistas.
Esta foi a primeira aparição pública do presidente do governo, Pedro Sánchez, depois de a Audiência Provincial de Badajoz ter condenado o irmão, David Sánchez, a nove anos de inibição para o exercício de funções públicas por um crime de prevaricação administrativa.
A cerimónia, realizada para assinalar a entrada em vigor do acordo entre a União Europeia e o Reino Unido sobre Gibraltar, decorreu sem período de perguntas para os media.
Sanzhéz abriu a intervenção manifestando apoio às pessoas afetadas pelo incêndio de Los Gallardos (Almeria) e agradecendo o trabalho dos serviços de emergência.
Em seguida, defendeu que "hoje cai o último muro da Europa continental", garantindo que o desaparecimento da Verja abre "uma nova etapa de convivência e de futuro partilhado" e "um novo tempo cheio de oportunidades" para o Campo de Gibraltar, sem qualquer referência à condenação do irmão.
Sánchez agradeceu ainda o trabalho de todas as partes envolvidas nas negociações e deixou algumas palavras de reconhecimento ao primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, pela sua implicação para tornar o acordo possível.
O desaparecimento da Verja é a principal novidade do acordo sobre Gibraltar, que integra o Rochedo no espaço Schengen através de Espanha e facilitará a passagem diária de milhares de trabalhadores transfronteiriços. "Hoje o Campo de Gibraltar é ponte e não barreira", assinalou o presidente.
Já no final da intervenção, o chefe do Executivo felicitou a seleção espanhola pela vitória, antes de deixar a cerimónia, que terminou sem perguntas por parte dos órgãos de comunicação social.