O primeiro-ministro espanhol visitou a área afetada pelo incêndio em Almería, com Juanma Moreno, e pediu um pacto contra a emergência climática. O incêndio provocou 13 mortos, 10 desaparecidos e 7.000 hectares queimados.
O chefe do governo de Espanha pediu esta segunda-feira um grande acordo para enfrentar a emergência climática. Pedro Sánchez fez o apelo durante a visita ao Posto de Comando Avançado do incêndio florestal de Los Gallardos (Almería), onde alertou que "as alterações climáticas matam". Numa declaração conjunta com o presidente do governo regional da Andaluzia, Juanma Moreno, ambos salientaram a coordenação entre administrações para responder à emergência.
Antes das declarações, Sánchez sobrevoou de helicóptero as zonas afetadas pelo fogo, com partida e chegada ao posto de comando instalado em Turre. Após a inspeção, sublinhou que as alterações climáticas representam "um grande desafio" e garantiu que os efeitos destas já são visíveis em toda a Espanha e Europa. "Todos os governos têm de estar à altura do desafio que temos pela frente", afirmou.
Sánchez e Moreno reuniram-se também com os presidentes das câmaras dos municípios afetados. O presidente da região andaluz agradeceu o trabalho da Unidade Militar de Emergência (UME), cuja atuação descreveu como "sempre disponível, sempre capaz e a dar a cara". Ambos concordaram que o verão vai ser especialmente complexo no que toca a incêndios e apelaram à manutenção da vigilância máxima e capacidade de resposta.
"Por isso é importante recordar esta proposta, que o governo colocou em cima da mesa, que é desenvolver um grande acordo para enfrentar a emergência climática. Não só temos de reagir, temos de prevenir", disse Sánchez.
O incêndio de Los Gallardos, estabilizado após quatro dias de intenso trabalho, apresenta um balanço provisório de 13 mortos, 23 pessoas por localizar, 10 participações por desaparecimento e cerca de 7.000 hectares consumidos pelas chamas.
Para as operações de extinção das chamas, mais de 200 operacionais no terreno estiveram no terreno, apoiados por várias viaturas de combate a incêndios, helicópteros, aviões anfíbios e meios da UME. Nas últimas horas, os trabalhos têm-se centrado em arrefecer os pontos quentes e em continuar a procurar as pessoas desaparecidas.
Pessoas desalojadas regressam a casa
Durante a emergência cerca de 1 600 pessoas ficara, desalojadas. A maioria já pode agora regressar às respetivas casas, que em grande parte não foram afetadas pelas chamas.
A deslocação de Sánchez a Almeria obrigou a adiar a demolição da cerca na fronteira com Gibraltar, em La Línea de la Concepcíon (Cádiz). Segundo fontes de Moncloa, este evento vai realizar-se na próxima quarta-feira, dia 15.
Nos últimos dias também visitaram o posto de comando avançado os ministros da Administração Interna, Fernando Grande-Marlaska; da Presidência, Justiça e Relações com as Cortes, Félix Bolaños; e da Defesa, Margarita Robles. Esta última anunciou, no domingo, que a UME vai manter-se destacada "o tempo que for necessário", apesar de o incêndio já estar estabilizado e de a emergência ter passado do nível 2 para o nível 1.
A visita junta-se a outras deslocações feitas por Sánchez à Andaluzia em 2026 devido a grandes emergências, como o acidente ferroviário de Adamuz (Córdoba), ou às inundações provocadas pelos temporais do último inverno em municípios como Grazalema.